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Svetlana Aleksiévitch: “As tragédias não têm fronteiras” – Flip

porEscotilha
4 de julho de 2016
em Literatura
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Svetlana Aleksievitch Flip

Reconhecida pelo Prêmio Nobel de Literatura em 2015, Svetlana esteve na Flip no último sábado. Foto: Walter Craveiro.

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Passava um pouco das 17h do último sábado quando o escritor, jornalista e professor Paulo Roberto Pires assumiu a gigante missão de mediar a mesa que contava com ninguém menos que Svetlana Aleksiévitch, vencedora do Prêmio Nobel de Literatura em 2015 pela chocante obra Vozes de Tchernóbil (leia nossa crítica da obra clicando aqui).

Filha de professores, era nas ruas que encontrava as histórias que realmente lhe interessavam. “Meus pais eram professores e na minha casa havia muitos livros, mas sempre procurei ir à rua, porque era muito mais forte do que aquilo que era escrito nos livros. Isso me marcou para o resto da vida”, compartilhou a escritora. “Eu cresci numa aldeia na Bielorrússia, e saía na rua e ouvia as mulheres falando e achava o que elas contavam muito mais interessante”, finalizou.

Foi desta maneira que a vencedora do Nobel de Literatura percebeu a importância de ouvir para contar histórias. E foi a partir destas experiências que Svetlana decidiu fazer jornalismo para “ouvir pessoas que falam dos sentimentos”. Apesar da formação em jornalismo, a escritora não achava que ele era o suficiente, mas sim que a limitava. Aliás, foi enfática ao dizer que sua escrita é diferente da que sai nos jornais, segundo ela fonte de “informações banais e superficiais”.

‘Vocês não conseguem nem imaginar como é ver um humano morto por outro ser humano porque pensavam diferente’

Questionada sobre seu método, Svetlana tornou a salientar a importância de ouvir, de mostrar interesse pela realidade de quem se pretende falar. “Não faço entrevista. É uma conversa sobre a vida. Você tem que achar o humano dentro do ser humano”, disse. Neste momento, Paulo Roberto comentou justamente como é possível notar através da escrita dela essa relação de proximidade e empatia para com seus entrevistados, ao que a escritora completou: “Quando você conversa sobre tudo, ela começa a se abrir, a falar sobre tudo”.

O terror em Tchernóbil; o terror em Mariana

O desastre que recaiu sobre Tchernóbil não se limitou à cidade. “As tragédias não têm fronteiras”, afirmou Svetlana. “Quando a explosão aconteceu, os pássaros perderam a orientação. Eles batiam nas janelas, nos carros. Um taxista contou isso para mim”, completou.

Pires, então, procurou relacionar as catástrofes que a humanidade tem enfrentado, apontando como responsáveis a ignorância generalizada, o despreparo e as mentiras do Estado, citando como exemplo Tchernóbil e Mariana, Minas Gerais. “A humanidade tomou o lugar errado dentro da natureza. É muita ingenuidade usar a força contra ela. Os índios no Brasil conhecem melhor a natureza que nós. O mundo precisa de uma nova filosofia de vida, senão nosso progresso vai levar à nossa autodestruição”, afirmou.

Nem só de tristezas de fez a noite

Dizendo sentir-se sufocada pelas tragédias, violências e barbaridades que encontrou pelo caminho, Svetlana afirmou que não pretende mais escrever sobre guerras. Seu foco agora é falar sobre a única cura possível para a vida: o amor. “A vida real tem muita tragédia, mas ao mesmo tempo tem crianças, flores, amor. Essa beleza que temos na vida tenho que passar no que faço”, disse. “A única saída para nós é o amor. O amor cura. Acredito que o mundo não vai ser salvo pelo homem racional”, completou a escritora, que ao final foi aplaudida de pé por todos os presentes na Tenda dos Autores, que teve ingressos esgotados em menos de uma hora. Fácil entender os motivos.

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Tags: Companhia das LetrasCrítica LiteráriaFesta Literária Internacional de ParatyFlipFlip 2016LiteraturaNobel de LiteraturaSvetlana AleksiévitchTchernóbilVozes de Tchernóbil

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