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O horror nos deixa vulneráveis diante da tela

porRodolfo Stancki
6 de novembro de 2019
em Espanto
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Cena do filme 'Halloween', de 1978. Imagem: Reprodução.

Cena do filme 'Halloween', de 1978. Imagem: Reprodução.

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O pensador norte-americano Nöel Carroll, em sua obra A Filosofia do Horror ou Paradoxos do Coração, diz que o horror é um gênero de contradições. Um dos motivos seria o fato de o público ir atrás de uma emoção – como o repulsivo e o amedrontador – que usualmente rejeitaria no seu próprio cotidiano.

Dentre as explicações para esse paradoxo apresentadas pelo autor está a de que o horrífico funciona como uma montanha-russa (leia mais), na qual experimentamos a sensação do medo e do repugnante em segurança. Antes mesmo de o filme começar, temos a consciência de que aquelas imagens pertencem à ficção (por mais que possam voltar para nos assombrar no meio da madrugada).

Para o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, o medo é “um sentimento de estar suscetível ao perigo; uma sensação de insegurança (o mundo está cheio de perigos que podem se abater sobre nós a qualquer momento com algum ou nenhum aviso) e vulnerabilidade”. Em seu livro Medo Líquido, o autor não cita filmes de horror como fontes de temores contemporâneos, mas é possível pensar numa ponte entre o que ele e Carroll dizem.

Quando assistimos a uma produção de horror, nos colocamos como indefesos diante da tela de modo semelhante ao modo como nos colocamos como indefesos na vida em sociedade.

Quando assistimos a uma produção de horror, nos colocamos como indefesos diante da tela de modo semelhante ao que nos colocamos como indefesos na vida em sociedade. Na sala escura de um cinema, no entanto, estamos preparados para encarar os riscos, pois o que vemos, a princípio, estaria no campo da ficção. Isso nos torna mais fortes e preparados para lidar com o mundo lá fora.

Bauman afirma que os medos das pessoas que vivem nas grandes cidades nascem da desconfiança de que as coisas não estão seguras. Nossos pesadelos teriam origens em elementos como a natureza – “pronta, como dificilmente antes em nossa memória, para destruir nossos corpos com a proliferação de terremotos, inundações, furacões, deslizamentos, secas e ondas de calor” – e outras pessoas – “prontas, como dificilmente antes em nossa memória, a devastar nossos lares e empregos e ameaçando destruir nossos corpos com a súbita abundância de atrocidades terroristas, crimes violentos, agressões sexuais, comida envenenada, água ou ar poluído”.

A ficção geralmente é segura e confortável. Ali, testamos nossos sentimentos e criamos estratégias para lidar com eles no nosso dia a dia. Não é por acaso que a experiência com o cinema de horror nos torna, com o tempo, menos suscetíveis ao medo. Quando isso acontece, os que permanecem no gênero ficam muito mais interessados em explorar o estranho e o que há por trás de cada uma dessas histórias.

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Tags: A Filosofia do Horror ou Paradoxos do CoraçãoBaumanCinema de HorrorHorrorMedo LiquidoNoel CarrollZygmunt Bauman

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