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Por que ver ‘Trabalhar Cansa’?

Um dos títulos fundamentais do novo cinema brasileiro fantástico e de terror, 'Trabalhar Cansa', de Marco Dutra e Juliana Rojas, fala de um país em crise, onde as relações de trabalho podem ser monstruosas.

porPaulo Camargo
16 de abril de 2020
em Cinema
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'Trabalhar Cansa' é uma fábula sobre o capitalismo e as relações de trabalho. Imagem: Divulgação.

'Trabalhar Cansa' é uma fábula sobre o capitalismo e as relações de trabalho. Imagem: Divulgação.

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Existe um cinema brasileiro contemporâneo, à margem do chamado grande mercado, e, portanto, quase ausente das redes de multiplexes, que tem muito a dizer sobre quem somos. Apesar de ainda ser muito pouco visto. Esse é o caso do intrigante Trabalhar Cansa, selecionado para a mostra Um Certo Olhar do Festival de Cannes de 2011 e um dos títulos fundadores de uma nova vertente do fantástico e do terror na produção nacional.

A trama do longa de Juliana Rojas e Marco Dutra (a mesma dupla diretores do ótimo Boas Maneiras, de 2017) acompanha o cotidiano de Helena (Helena Albergaria), dona de casa que decide investir em um mercadinho de bairro. Para ganhar algum tempo livre, ela contrata Paula (Naloana Lima), empregada que vai ajudá-la com a casa e cuidando de sua filha, Vanessa (Marina Flores). O problema é que a oportunidade aparece bem na hora que seu marido, Otávio (Marat Descartes), é demitido e as contas começam a atrasar.

Trabalhar Cansa é, ao mesmo tempo, um retrato cáustico de um país em crise, da classe média que tenta manter a cabeça fora d’água, e uma fábula urbana muito brasileira.

No mercadinho, as coisas também começam a degringolar, com problemas que vão de uma infiltração ao surgimento de um ser improvável, talvez um monstro que nunca se mostra completamente, que pode significar o colapso de todas as esperanças dessa família.

Trabalhar Cansa é, ao mesmo tempo, um retrato cáustico de um país em crise, da classe média que tenta manter a cabeça fora d’água, e uma fábula urbana muito brasileira. O interessante é que, a despeito desses subtextos, o filme de Dutra e Rojas não se rende à tentação de se confundir com um estudo sociológico. Prefere, como cabe a um um bom filme, deixar que a história, muito original, fale por si só.

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Tags: boas maneirasCrítica CinematográficaJuliana RojasMarco DutraTrabalhar Cansa

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