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Cronenberg eviscera Hollywood sem piedade em ‘Mapa para as Estrelas’

'Mapa para as Estrelas' investe no registro da caricatura. Entre a paródia e a fábula, filme brinca com as possibilidades do fake para falar a sua verdade.

porPaulo Camargo
30 de março de 2015
em Cinema
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Cronenberg eviscera Hollywood sem piedade em 'Mapa para as Estrelas'

Imagem: Reprodução.

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Por mais que o cineasta canadense David Cronenberg tenha feito incursões por diversos gêneros cinematográficos, do thriller psicológico à ficção científica, o horror, ainda que disfarçado, está sempre presente, à espreita, de Gêmeos – Mórbida Semelhança (1988) a Cosmópolis (2012). Não necessariamente como um fim em si mesmo, mas na qualidade de uma espécie de fluido vital que anima suas tramas, lhes emprestando personalidade, estilo. Está na visão de mundo do diretor, que o enxerga em detalhes do dia a dia, nas relações entre os personagens, nos jogos de poder que replicam a todo tempo. E, principalmente, na subjetividade de seus personagens, cuja capacidade de atos de violência é latente. Por serem humanos.

Mapa para as Estrelas, em cartaz nos cinemas brasileiros, toma como cenário a cidade de Los Angeles e é uma espécie de irmão gêmeo, bem mais perverso de Cidade dos Sonhos (2001). Como o hoje já clássico de David Lynch, se propõe a eviscerar Hollywood, mas revela sua face mais horrível e doentia, embora também invista no delírio.

O filme de Cronenberg segue a trajetória de Agatha (Mia Wasikowska, de Alice no País das Maravilhas), que, ao completar 18 anos, viaja da Flórida para a Califórnia. Ela traz no corpo e no rosto marcas de queimaduras graves sofridas quando mais jovem. Mas o flagelo é maior em sua alma, que aos poucos é desvelada pela narrativa.

A visão do cineasta de Hollywood, com a qual sempre manteve uma relação tumultuada, de atração e repulsa, é grotesca e nada sutil: a meca do cinema é retratada como um ninho de mesquinharia e superficialidade. Os personagens estão presos em um labirinto patológico e, sobretudo, inescapável.

Por essa jornada passam desde um chofer de limusine e aspirante a galã (Robert Pattinson) até uma atriz decadente (Julianne Moore, premiada no Festival de Cannes por seu desempenho), que vive à sombra da mãe, que foi uma grande estrela na juventude e morreu tragicamente. Também coprotagoniza o longa um ator adolescente recém-saído de uma clínica de reabilitação de dependentes químicos (Evan Bird). Ele é agenciado pela mãe (Olivia Williams) e seu  pai é um terapeuta charlatão e midiático, vivido por John Cusack.

O que, aparentemente, interliga os personagens é a obsessão pela fama e a celebridade, e um latente, porém onipresente espírito de competição. Mas Cronenberg vai além disso.

A visão do cineasta de Hollywood, com a qual sempre manteve uma relação tumultuada, de atração e repulsa, é grotesca e nada sutil: a meca do cinema é retratada como um ninho de mesquinharia e superficialidade. Os personagens estão presos em um labirinto patológico e, sobretudo, inescapável.

Cronenberg investe, de caso pensado, no registro da caricatura, do excesso, e isso pode ser um problema para aquele espectador que não lida bem com a negação do realismo. Entre a paródia e a fábula, o diretor brinca com as possibilidades do fake para falar a sua verdade. E ela incomoda e aterroriza em Mapa para as Estrelas. 

Tags: CinemaCríticaCrítica de CinemaDavid CronenbergHollywoodHorrorJulianne MooreMapa para as estrelasMia WasikowskaRobert PattinsonVideo

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