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‘Easy’ fala de relacionamentos complicados de forma simples

Com diálogos improvisados e histórias curtas, 'Easy' discute a complicada dinâmica dos relacionamentos em linguagem simples.

porRodrigo Lorenzi
25 de outubro de 2016
em Televisão
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'Easy' fala de relacionamentos complicados de forma simples

Imagem: Reprodução.

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Se falar sobre amor e sexo parece assunto batido em qualquer obra, a forma de se contar a história é o que faz a diferença. Ultimamente, as antologias vêm dominando a televisão norte-americana, graças aos projetos de Ryan Murphy. Entretanto, raramente a estrutura arrisca em narrativas de comédia. Assim, Easy, a primeira série de Jow Swanberg, conhecido no circuito de filmes independente dos Estados Unidos, opta por falar sobre a dinâmica das relações atuais em formato antológico e tom cômico, mas sem nenhuma complicação. Os episódios não têm mais do que 30 minutos (são apenas oito), não carregam a mão no drama, nem se perdem em um humor fácil.

Exclusiva para a Netflix, Easy acompanha oito casais em Chicago e mostra como eles lidam com suas vidas amorosas e sexuais. As situações são de fácil identificação: como apimentar o casamento depois de longos anos, quando o homem já se mostra bastante insensível em relação ao prazer da mulher e a mulher se preocupa em fingir satisfação para não chatear o parceiro. Como entrar em um relacionamento sem precisar imitar os hábitos da outra pessoa apenas para agradá-la. Como lidar com a solidão, o choque de gerações, a traição. Queremos uma vida tranquila ou nos aventurarmos por anos? E como o casal que, mesmo juntos há muitos anos e com um bebê para criar, leva a vida de maneira divertida, sempre em parceria e se preocupando com o prazer do outro? Essa coleção de histórias parece pequenos filmes cheios de detalhes que merecem uma olhadinha mais atenta.

Grande parte do acerto de Easy se dá pela forma abordada por Joe Swanberg, que escreveu e dirigiu todos os episódios. O cineasta, mais conhecido pelos longas Um Brinde à Amizade e Um Novo Começo, adota o gênero mumblecore, estilo de filmagem que se firma na improvisação dos diálogos e foca na relação pessoal das pessoas, especialmente a dos jovens.  Assim, ao retratar diferentes casais,  a série dialoga de maneira muito direta, ainda que os assuntos sejam bastante espinhosos em determinados momentos. Quando os casais estão em crise, o espectador consegue sentir a tensão. Quando abordam o sexo, o tesão dos personagens também é facilmente palpável. E ainda que a série não tenha a pretensão de aprofundar essas crises, é interessante perceber como aquelas situações nos fazem pensar, mesmo que rapidamente, em como estamos levando ou levávamos nossos relacionamentos.

Grande parte do acerto de Easy se dá pela forma abordada por Joe Swanberg, que escreveu e dirigiu todos os episódios. O cineasta adota o gênero mumblecore, estilo de filmagem que se firma na improvisação dos diálogos e foca na relação pessoal das pessoas, especialmente a dos jovens.

Essa forma improvisada talvez afaste uma audiência não acostumada aos trabalhos do diretor, mas a escalação dos atores resolve o “problema” – ou deveria. Easy apresenta episódios estrelados por Orlando Bloom, Dave Franco, Marc Maron, Gugu Mbatha-Raw  e outros vários nomes conhecidos do cinema. Entretanto, a série está no catálogo da Netflix desde setembro, sem chamar muita atenção.

Algumas histórias, obviamente, são melhores do que as outras. O capítulo “Controlada”, com diálogos quase somente em espanhol, mostra um casal tentando engravidar quando um antigo amigo dos dois chega na cidade para passar alguns dias com eles. Nessa visita, a mulher descobre uma velha tensão sexual entre os dois, ao mesmo tempo em que percebe como mudou de personalidade ao entrar num relacionamento, digamos, mais sério. Este capítulo talvez seja o menos leve, já que ensaia uma profundidade entre os personagens e um final bastante real.

Mas o episódio mais difícil – e por isso mesmo o mais interessante – é “Vida e Arte”, que discute os limites da vida pública e privada, o que é vida real e que é considerado arte. Ora, um cartunista que cria personagens baseado em seus amigos é mais artista do que uma jovem garota que constrói narrativas por meio de selfies? Outros acertos aparecem em “Utopia”, o mais engraçado, quando um casal se rende ao Tinder para tentar um sexo a três e “Artigo de Química”, lindo episódio de uma jovem atriz que termina um relacionamento para viver infinitas possibilidades, enquanto assiste a uma colega enfrentando o início da terceira idade sozinha. Ao mesmo tempo, a história dos irmãos que abrem uma cervejaria clandestina é fraca e, infelizmente, é o único plot a ganhar dois episódios.

Nenhuma das histórias tem uma conclusão panfletária nem pretende dar lição de moral, deixando para o público um espelho para perceber que, talvez, a nossa vida esteja parecida com as retratadas na série. Se isso é bom ou ruim, cabe ao repertório de vida de cada um. Todos os relacionamentos são complicados, não importa qual seja o formato.

Tags: Crítica de SérieDave FrancoEasyGugu Mbatha-RawJoe SwanbergMarc MaronNetflixOrlando BloomRyan Murphyseriado NetflixSéries

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