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‘Furiosa’ perde parte do fôlego de ‘Mad Max: Estrada da Fúria’

A prequel 'Furiosa' tropeça em sua própria ambição, entregando uma narrativa que oscila entre momentos de deslumbramento visual e uma falta de vitalidade essencial.

porPaulo Camargo
26 de junho de 2024
em Cinema
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Anya Taylor-Joy vive a personagem-título de 'Furiosa'. Imagem: Divulgação

Anya Taylor-Joy vive a personagem-título de 'Furiosa'. Imagem: Divulgação

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Os atrativos de Furiosa: uma Saga Mad Max, sob a direção do cineasta australiano George Miller, podem seduzir à primeira vista com seus detalhes meticulosos, mas uma análise mais crítica revela uma tentativa desigual de reviver o brilho de Mad Max: Estrada da Fúria (2015). Enquanto o novo filme se esforça para expandir o universo já estabelecido em seu antecessor, ele tropeça em sua própria ambição, entregando uma narrativa que oscila entre momentos de deslumbramento visual e uma falta de vitalidade essencial.

Embora o prelúdio apresente uma rica tapeçaria de detalhes, desde os trajes extravagantes até os cenários desolados, ele muitas vezes parece uma tentativa de imitar o estilo único de Miller sem realmente capturar sua essência.

As cenas de ação, enquanto grandiosas, carecem da mesma energia pulsante que definiu seu antecessor. Onde antes tínhamos uma perseguição implacável, agora temos uma série de confrontos desconexos, algumas vezes até exageradamente prolongados.

Mesmo a atuação de Anya Taylor-Joy, embora convincente, não consegue compensar completamente a falta de profundidade na evolução de sua personagem.

A trama, narrada por um contador de histórias, tenta embelezar a jornada de Furiosa desde a infância até a idade adulta, mas muitas vezes se perde em clichês e previsibilidade. O antagonista, Dementus, interpretado por Chris Hemsworth (de Thor), é mais caricato do que ameaçador, minando qualquer tensão de verdade que o filme tenta construir. Mesmo a atuação de Anya Taylor-Joy, embora seja convincente, não consegue compensar completamente a falta de profundidade na evolução de sua personagem.

A familiaridade com o destino de Furiosa em Estrada da Fúria também prejudica o ímpeto narrativo, transformando a trama de vingança em algo previsível e desprovido de suspense genuíno. Enquanto o filme tenta expandir o mundo de Mad Max, ele falha em trazer inovação significativa, confiando em truques visuais em vez de explorar novos terrenos narrativos.

Em última análise, mesmo com George Miller no comando, Furiosa parece uma sombra do que foi Mad Max: Estrada da Fúria, deixando os fãs questionando se a franquia está perdendo seu fôlego.

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Tags: Anya Taylor-JoyChris HemsworthCinemaFuriosa: uma Saga Mad MaxGeorge Miller

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