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‘Oito Mulheres e um Segredo’ entretém com time de anti-heroínas em tempos de #MeToo

Em 'Oito Mulheres e um Segredo', Gary Ross busca atrair o público que se encantou com a série de filmes dirigidos por Steven Soderbergh nos anos 2000.

porTiago Bubniak
12 de junho de 2018
em Cinema
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‘Oito Mulheres e um Segredo’ entretém com time de anti-heroínas em tempos de #MeToo

Imagem: Reprodução.

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Quem se propõe a assistir a um filme como Oito Mulheres e um Segredo certamente já tem ideia de toda a estrutura básica que encontrará. Está em busca de acompanhar qual é o plano de roubo mirabolante, como ele é cuidadosamente elaborado e quais são os percalços (ou não) para colocá-lo em prática.

Quem se propõe a assistir a um filme como Oito Mulheres e um Segredo está em busca de entretenimento, deseja acompanhar exatamente como essa estrutura fundamental é construída, com inserções de comédia aqui e ali. E isso Oito Mulheres e um Segredo oferece. Oferta entretenimento com dose suave de humor, conduzidos por um roteiro que, obviamente, exige atenção para que não se perca nenhum detalhe.

Oito Mulheres e um Segredo oferece entretenimento com dose suave de humor, conduzidos por um roteiro que, obviamente, exige atenção para que não se perca nenhum detalhe.

Após passar mais de cinco anos na prisão, Debbie Ocean (Sandra Bullock) teve bastante tempo para planejar um roubo que supera, e muito, os pequenos delitos que marcaram sua trajetória. Para executá-lo, recruta uma equipe escolhida com bastante critério: sua parceira no crime Lou Miller (Cate Blanchett), convidada a fazer mais do que simples “batismo de vodca”; a joalheira Amita (Mindy Kaling); a golpista Constance (Awkwafina); a receptadora Tammy (Sarah Paulson); a hacker Nine Ball (Rihanna); e a estilista Rose (Helena Bonham Carter). As atenções desse time de anti-heroínas convergem para um colar de diamante de 150 milhões de dólares que será usado pela  atriz Daphne Kluger (Anne Hathaway), durante o Baile de Gala do Metropolitan Museum of Art (MET), em Nova York.

Gary Ross, de Jogos Vorazes e A Vida em Preto e Branco, assina a direção e, também, o roteiro, esse em conjunto com Olivia Milch. Com elenco feminino de destaque, ele retoma a estrutura da série de filmes dirigidos por Steven Soderbergh nos anos 2000: Onze Homens e um Segredo (2001), Doze Homens e Outro Segredo (2004) e Treze Homens e um Novo Segredo (2007). Dessa forma, Ross mostra duas estratégias: atrair o público que se encantou com os filmes conduzidos por Soderbergh e investir no empoderamento feminino em tempos de #MeToo.

A atenção que naturalmente é exigida do espectador para acompanhar a trama, o grupo de atrizes de talento e renome, as artimanhas das criminosas e a maior parte da ação acontecendo em um ambiente repleto de glamour (o que justifica figurinos de encher os olhos) formam um conjunto que tende a agradar. Ainda mais quando se tem o conforto de que toda aquela estrutura básica mencionada no início deste texto estará toda ali, certinha, bonitinha, inserida do início ao fim.

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