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‘Yves Saint Laurent’ é belo, mas superficial

'Yves Saint Laurent', cinebiografia do estilista, funciona mais como voo panorâmico por sua carreira do que como mergulho em sua atormentada vida pessoal.

porPaulo Camargo
24 de abril de 2014
em Cinema
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‘Yves Saint Laurent’ é belo, mas superficial

Imagem: Reprodução.

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O filme Yves Saint Laurent, longa-metragem de  em cartaz desde ontem em Curitiba, padece de um dos problemas mais recorrentes em cinebiografias. Por mais que sua ação se concentre mais nas décadas de 1960 e 1970, período crucial na gênese do mito construído em torno do genial estilista francês, que morreu em 2008, aos 71 anos, o filme não dá completamente conta da complexidade do personagem. Funciona bem mais como um voo panorâmico por sua carreira do que como mergulho em sua atormentada vida pessoal.

O talentoso Pierre Niney, ator da renomada companhia teatral Comédie Française, está muito convincente no papel de Saint Laurent, um jovem prodígio nascido em Orã, na Argélia, que vai à França em busca do sonho de trabalhar com moda, e acaba sendo contratado pelo mestre Christian Dior, cujo ateliê lhe serve como trampolim para seu voo solo.

Em entrevista, Lespert contou que o que mais o interessou na história de Saint Laurent foi justamente essa trajetória ao mesmo tempo gloriosa e trágica – ele sofria de transtorno maníaco-depressivo e só era, de fato, feliz quando criava suas coleções. À medida em que tornou uma referência mundial, inovando e estabelecendo tendências, ele foi engolido por um labirinto emocional, imerso em álcool, drogas e sexo.

O problema é que o longa de Lespert até tenta, mas não consegue problematizar essa ambiguidade de sua vida, e a retrata de forma superficial.

O problema é que o longa de Lespert até tenta, mas não consegue problematizar essa ambiguidade de sua vida, e a retrata de forma superficial. O filme consegue mostrar como ele se tornou dependente, em todos os aspectos, de seu companheiro e sócio Pierre Béger (o excelente Guillaume Gallienne, do premiado Eu, Mamãe e os Meninos), mas essa relação nunca é discutida pelo filme.

Baseado na biografia Debut: Yves Saint Laurent 1962, de Laurence Benaïm, o filme enche os olhos com a cuidadosa reconstituição de época: desde a criação do roteiro, Lespert contou com o consentimento e com a colaboração de Bergé, que, por meio da Fundação Yves Saint Laurent-Pierre Bergé, detentora dos direitos sobre a obra do estilista, cedeu todos os modelos originais vistos no filme.

São espetaculares as cenas que recriam com fidelidade grandes momentos da carreira do estilista, como o lançamento do smoking feminino, em 1966, e da sua coleção russa, em 1976. No todo, entretanto, o filme resulta em um prato com ótimos ingredientes, bela apresentação, mas sem muito paladar. Talvez, o próximo projeto sobre o estilista, Saint Laurent, de Bertrand Bonello, diretor de L’Apollonide – Os Amores da Casa de Tolerância, que estará no Festival de Cannes neste ano, vá mais fundo ao falar do personagem, sem dúvida fascinante.

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Tags: Christian DiorCinemaCrítica CinematográficafilmFilm ReviewJalil LespertmovieMovie ReviewPierre NineyResenhaYves Saint Laurent

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