• Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
Escotilha
Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
Escotilha
Home Colunas Espanto

O cinema de horror é uma forma de encarar a morte

Coluna discute de que forma o gênero do horror se relaciona com a morte.

porRodolfo Stancki
22 de junho de 2016
em Espanto
A A
O cinema de horror é uma forma de encarar a morte

Imagem: Reprodução.

Envie pelo WhatsAppCompartilhe no LinkedInCompartilhe no FacebookCompartilhe no Twitter

Nosso cotidiano é marcado por tentativas de manter a segurança da vida. Frequentemente, somos induzidos – pelo excesso de atividades e estímulos do mundo contemporâneo – a esquecer o inevitável. Ver Jason Voorhees esfaquear um casal de adolescentes parece nos lembrar da nossa frágil condição: se estamos vivos, vamos morrer.

A relação entre os filmes de horror e o destino final da humanidade é bastante discutido na literatura especializada. Na introdução do livro Cinema(s) de Horror, da editora Estronho, o amigo Carlos Primati afirma que o interesse do público pelo gênero se justifica porque há, em todos nós, uma busca incessante pela experiência derradeira.

“A presença constante da morte é o que dá sentido à própria existência da ficção de horror, porém, sua utilidade não é somente como um elemento de enredo ou um artifício de manipulação emocional, mas principalmente como uma espécie de catalisador que processa todas as regras gramáticas da narrativa. Essencialmente, o filme de horror é um infindável tratado sobre a morte em forma de entretenimento – geralmente com algumas cenas de intenso impacto para liberar adrenalina na plateia e funcionar como uma válvula de escape”, escreve Primati.

O fascínio pela morte como forma de entretenimento – e bola de cristal do futuro – não é exatamente exclusiva do cinema. Espetáculos de gladiadores na Roma Antiga, execução de prisioneiros na guilhotina e museus que exibem esqueletos e múmias são apenas alguns dos exemplos de como a humanidade, de uma maneira ou de outra, aproxima o lazer do ato de morrer.

O que diferencia o cinema de horror é o sentimento de ilusão. Há um relativo consenso de que o que se vê na tela não é real e, por isso, nos libera da culpa de parecermos excessivamente insólitos.

Tania Riveira, no livro Cinema, Imagem e Psicanálise, diz que uma das atrações populares de maior sucesso de Paris, no século XIX, eram exibições de corpos nas vitrines dos necrotérios da capital francesa. Em 1886, revela a autora, o corpo de uma menina de quatro anos atraiu cerca de 150 mil pessoas. Comportamento semelhante ocorre quando estranhos resolvem invadir a capela ao lado no cemitério para ter um vislumbre do que tem no caixão alheio.

O consumo de jornais, revistas e programas televisivos que exploram assassinatos vão pelo mesmo caminho. São frutos de uma curiosidade mórbida. O que diferencia o cinema de horror é o sentimento de ilusão. Há um relativo consenso de que o que se vê na tela não é real e, por isso, nos libera da culpa de parecermos excessivamente insólitos.

Os capítulos da série Premonição parecem ser feitos exclusivamente para colocar o espectador diante da experiência da morte. O acaso persegue jovens que escaparam de forma indevida de acidentes fatais. Na tela, pessoas são enforcadas, esfoladas e incendiadas com a calma de um sádico. Não há nenhum fio condutor para a trama, além da inevitabilidade do fim. Mesmo assim, nos mantemos vidrados no momento em que os personagens deixam de viver. Nada mais natural. Ali é quando temos um vislumbre do que nos espera.

Tags: Carlos PrimatiCinemaCinema de Horrorencarar a morteEstronhoHorrorHorror artísticomortePremoniçãoTania Riveira

VEJA TAMBÉM

Cena do filme 'Godzilla Minus One'. Imagem: Divulgação.
Espanto

‘Godzilla Minus One’ emociona com a vida e não com a destruição

3 de abril de 2024
Cena do filme 'Somente Deus por Testemunha'. Imagem: Reprodução.
Espanto

‘Somente Deus por Testemunha’ horrorizou sobreviventes do Titanic

16 de fevereiro de 2024
Please login to join discussion

FIQUE POR DENTRO

Zazie Beetz encara demônios em 'Eles Vão Te Matar'. Imagem: New Line Cinema / Divulgação.

‘Eles Vão Te Matar’ diverte como terrir, mas é mais do mesmo

19 de maio de 2026
Christian Bale e Jessie Buckley: amor além da vida. Imagem: Warner Bros. / Divulgação.

‘A Noiva!’ revisita o mito de Frankenstein pela ótica feminista

18 de maio de 2026
Béatrice Dalle e Jean-Hughes Anglade dão vida ao casal Betty e Zorg. Imagem: Cargo Films / Divulgação.

‘Betty Blue’ retorna aos cinemas falando de amor em estado de incêndio

11 de maio de 2026
No documentário de Alain Berliner e Elora Thevenet, Brigitte Bardot aparece de costas, em sua fazenda. Imagem: Timpel Pictures / Divulgação.

‘Bardot’ perde a oportunidade de revelar a musa francesa – É Tudo Verdade

7 de maio de 2026
Instagram Twitter Facebook YouTube TikTok
Escotilha

  • Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
  • Agenda
  • Artes Visuais
  • Colunas
  • Cinema
  • Entrevistas
  • Literatura
  • Crônicas
  • Música
  • Teatro
  • Política
  • Reportagem
  • Televisão

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.

Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Sobre a Escotilha
  • Contato

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.