• Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
Escotilha
Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
Escotilha
Home Colunas Maternamente

O exercício da empatia

porTaiana Bubniak
3 de março de 2017
em Maternamente
A A
empatia com crianças

Quando um adulto parou para falar com o próprio filho, ganhou as páginas dos jornais. Foto: Getty Images.

Envie pelo WhatsAppCompartilhe no LinkedInCompartilhe no FacebookCompartilhe no Twitter

Posso afirmar com absoluta convicção que ter filhos foi a melhor decisão que tomei na vida. Apesar dos pesares: dá trabalho, cansa; tem horas que parece quando a gente está no mar, toma caldo de uma onda e ainda no zonzeio da recuperação, vem uma nova onda e te dá um caldo outra vez, sabe como? Mas desde que elas chegaram eu me alimento melhor, durmo melhor (menos, mas melhor), pratico exercícios físicos, me divirto, aprendi mais que duas enciclopédias inteiras e ainda tem umas fofurices de recompensa.

Pois. Mas nas horas que o calo aperta – tipo quando a criança de quase dois anos está tendo o 3° momento de choro incontrolável do dia, na hora que tem que escovar os dentes pela 3° vez – bem que passa pela cabeça o clássico: “mas que diabos eu tô fazendo aqui?”. Contudo, o papel dos pais/cuidadores/adultos por perto nessas ocasiões (e em tantas outras semelhantes, em casa, no mercado, no parque, no restaurante) é respirar fundo e exercer a empatia. Com certeza a criança está pensando a mesma coisa.

Nos cabe lembrar que aquela criança chorando, às vezes desesperada, não consegue controlar suas emoções porque ainda não possui o aparato biológico para isso (o cérebro de uma criança até os 6 anos ainda está passando do rudimentar para o mais complexo) nem vivência nesse mundo o suficiente para discernir com clareza. E, sim: nem mesmo os adultos têm esses requisitos, dependendo da situação com a qual se deparam (sabe aquela compra por impulso ou quando você se empanturra de comida, bebida e outras coisas mais…).

Quando a nossa tendência é responder de forma violenta às reações de uma criança estamos repetindo algo pelo qual passamos na infância.

Não pense que esse é um exercício fácil. Pelo contrário, é árdua tarefa manter-se nos eixos na hora em que a criança perde a calma. Seja porque já estamos cansados por causa de outras tarefas cotidianas, do trabalho, do trânsito, enfim… Ou se já repetimos o mesmo comando várias vezes para a pequena criatura e ela insiste em manter o padrão contrário. Não é tranquilo perceber que não se têm controle sobre tudo.

Dizem os entendidos em psicologia que esse momento nos afeta tanto porque nos faz entrar em contato com a criança que nós fomos. E os adultos de hoje em dia, em geral, foram crianças criadas num tempo em que a palmada e o castigo eram lugar-comum. Quando a nossa tendência é responder de forma violenta às reações de uma criança estamos repetindo algo pelo qual passamos na infância. E, por vezes, é duro rever os fantasmas do passado.

Como não sou (não somos?) monges tibetanos dotados de uma espiritualidade profunda, é claro que vamos perder a paciência por alguns momentos, algumas vezes, e aquele lance de “se abaixar, olhar nos olhos e conversar” vai para as cucuias. Por aqui, o combinado é que quando a paciência se esgotar, saímos de perto da cria para respirar fundo, respirar outros ares e retomar a jornada. Mas acredito que o importante é ter o objetivo principal em mente: respeitar a criança enquanto indivíduo, respeitar seu tempo e suas necessidades. E, principalmente, entender que são indefesos.

Um levantamento apontou que, na França, diariamente duas crianças são mortas pelos próprios pais . Índice assustador, apavorante. Por aqui, não é diferente: a cada hora, 5 casos de violência contra crianças são registrados no país. Pior, a situação é naturalizada e a percepção de adultos e crianças é que resolver as situações com violência é normal.

Pode parecer estranho e talvez seja como andar por um caminho desconhecido, mas há vários pais que adotam uma prática diferente, a da ~~ disciplina positiva ~~. Detesto os rótulos até porque nem tenho como saber se daqui a alguns anos manterei essas convicções (ter filhos é um eterno “cuspir para cima”), mas talvez, daqui a algum tempo, toda a sociedade colherá os frutos de uma geração criada na base da conversa (pelo menos na maior parte do tempo), fazendo valer aquele velhíssimo clichê: “só faça para os outros aquilo que você quer que seja feito para ti mesmo”, e nesses “outros”, é claro, estão incluídas as crianças de todas as idades.

Tags: Criaçãocriançascultura e maternidadecultura e paternidadedisciplina positivaescuta ativaGeorgeMaternidadepaispaternidadePríncipe Willianviolência contra crianças

VEJA TAMBÉM

Literatura indígena para crianças
Maternamente

Literatura indígena para crianças

30 de abril de 2021
'Soul', animação disponível na Disney+
Maternamente

‘Soul’ fala da morte com leveza

23 de abril de 2021
Please login to join discussion

FIQUE POR DENTRO

Líder do The National, Matt Berninger vem ao C6 Fest com sua carreira solo. Imagem: Chantal Anderson / Divulgação.

C6 Fest – Desvendando o lineup: Matt Berninger

2 de abril de 2026
'(Um) Ensaio sobre a Cegueira' na montagem do Grupo Galpão. Imagem: Maringas Maciel.

Crítica: ‘(Um) Ensaio sobre a Cegueira’: Quando a cegueira atravessa a porta do teatro – Festival de Curitiba

2 de abril de 2026
Gioavana Soar e Fabíula Passini falam com exclusividade à Escotilha. Imagem: Annelize Tozetto / Divulgação.

Festival de Curitiba reforça papel para além do palco e aposta em memória, abertura e acessibilidade

1 de abril de 2026
Duo chega no auge para seu show no Brasil. Imagem: Lissyelle Laricchia / Divulgação.

C6 Fest – Desvendando o lineup: Magdalena Bay

31 de março de 2026
Instagram Twitter Facebook YouTube TikTok
Escotilha

  • Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
  • Agenda
  • Artes Visuais
  • Colunas
  • Cinema
  • Entrevistas
  • Literatura
  • Crônicas
  • Música
  • Teatro
  • Política
  • Reportagem
  • Televisão

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.

Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Sobre a Escotilha
  • Contato

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.