Ganhador de duas estatuetas do Oscar (longa-metragem de animação e trilha sonora), Soul estreou no Disney+ no fim de 2020 e conquistou a audiência. Por conta do coronavírus, que provocou o fechamento dos cinemas no mundo todo, o lançamento foi direto no streaming e, como em todos os títulos da Pixar/Disney, a produção promove reflexões importantes e que despertam a emoção dos espectadores.
A história tem o primeiro protagonista negro de uma obra das gigantes da animação: o músico Joe Gardner, que sonha em ser reconhecido no jazz. Um ponto importante para a representatividade, diga-se de passagem.
Na trama, um acidente muda a trajetória de Joe e a narrativa nos proporciona tocantes pensamentos sobre os nossos propósitos na vida, sonhos, paixões e o que nos torna únicos, ou seja, com personalidade e traços marcantes. Há ainda espaço para temas urgentes, como depressão e ansiedade.
Se você ainda não conferiu, veja 5 boas razões para organizar a sessão pipoca:
1. É um bom motivo para reunir a família, amigos e quem mais amamos
Sem medo de cair no piegas ou no clichê, Soul é o tipo de programa apropriado em tempos de pandemia. Vivemos instantes delicados e de inúmeras preocupações, mas o filme, com muita leveza, consegue nos fazer entender o que realmente vale a pena. Assista com o coração aberto para essa experiência.
2. A trilha sonora merecia mesmo o Oscar
Pianista talentoso e amante de jazz, Joe Gardner não esconde sua paixão pela música. Com direito a muitos improvisos, a trilha sonora é arrebatadora. Mais um ponto para a Pixar.
Além da representatividade assegurada pelo protagonista (dublado pelo sensacional Jamie Foxx), ‘Soul’ é codirigido e coescrito pelo cineasta negro Kemp Powers.
3. Respeito à cultura negra
Além da representatividade assegurada pelo protagonista (dublado pelo sensacional Jamie Foxx), Soul é codirigido e coescrito pelo cineasta negro Kemp Powers. Foi dele a ideia de explorar a variedade de cabelos, o modo de vestir e até mesmo os espaços que ambientam a história (como a barbearia). Isso sem falar nas personalidades distintas dos personagens, ou seja, uma valorização total da cultura negra nos mais diversos aspectos.
4. O filme tem uma estética sensacional
O diretor de Soul, Pete Docter, encontrou uma forma lúdica para representar o mundo espiritual, as almas e tudo que diz respeito a esse universo. Para quem viu Divertidamente, também conduzido brilhantemente pelo cineasta, já dá para imaginar! Muito interessante e com excelente resultado final.
5. A animação promove uma reflexão necessária sobre o propósito da vida
Prepare-se para as lágrimas. Soul é sensível e toca em questões muito delicadas da vida. De forma muito especial, a animação coloca na berlinda os sonhos, a ambição e os nossos objetivos para alcançá-los. Sem dúvida, um clássico Pixar para ser enaltecido. Fica a dica…