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Home Música

Do It Yourself: o que é o empreendedorismo musical

porGuilherme Aranha
16 de novembro de 2015
em Música
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Em uma época nem tão distante (apenas 10 anos atrás) em que o máximo de tecnologia que tínhamos era um celular com câmera VGA e uma internet banda larga nem tão rápida assim, era comum que nossas tardes e finais de semana adolescentes fossem regados a shows em bares próximos aos terminais de ônibus, com umas cinco ou seis bandas locais e uma das mais conhecidas da capital.

Ao final de cada show, era comum algum integrante gritar para aquela molecada cheia de trocados na carteira que havia CDs e camisetas na saída do bar, ou com algum namorado ou namorada de alguém da banda, que fazia a função de empresário, agente e lojista, tudo ao mesmo tempo. Claro que o advento da tecnologia nos tempos atuais mudou e favoreceu muito essas bandas, mas isso é só um aspecto de algo que chamamos da cultura do Do It Yourself, ou o empreendedorismo musical, como falei do Rashid nesse texto aqui.

Essa nova geração, chamada de Y ou Millennials, deu muita ênfase e significado a duas palavras de nosso vocabulário. Empoderamento e empreendedorismo têm significados muito mais amplos do que tinham alguns anos atrás. Tanto que falar de empreendedorismo na música vai além do tocar para ganhar dinheiro e fim de papo.

Empoderamento e empreendedorismo têm significados muito mais amplos do que tinham alguns anos atrás.

Empreender na música envolve fazer de tudo para se diferenciar e atrair fãs e multidões por algo inovador, seja por mistura de elementos e estilos, ou até mesmo mensagens ideológicas. Exemplo disso é quando vemos o movimento punk ganhando massas no final dos anos 1970 e começo dos anos 1980, com mensagens de ativismo político, e o hardcore, posteriormente, usando a mesma mensagem, mas em sons mais pesados, brutais e que se aproximavam mais da influência do heavy metal do que da própria origem do punk. Aliás, a construção de muitos estilos parte desse pressuposto de inovar para sempre melhorar.

Na biografia da Blink-182, Scott Raynor conta um pouco sobre o começo da banda, quando os três integrantes eram adolescentes em San Diego, California. A dificuldade de arrumar lugares para tocar era grande, mas graças a algumas demos gravadas na garagem e em pequenos estúdios, e uma mãozinha do dono de uma loja de discos local, a banda começou a atrair a atenção da garotada que sentia falta de um som daquele nível na cidade.

O grupo cresceu em meio a grandes nomes da cena, como NOFX e Vandals, mas graças a temáticas menos políticas e mais alusivas à juventude e a sexualidade, ganharam a imprensa, fãs no mundo inteiro e foram parte de uma vanguarda do pop-punk dos anos 1990, já que era aquilo que a geração procurava em uma banda.

Os cartazes eram mais ou menos assim, e eram colados nos postes de energia ou tapumes de obras Foto: sarahmaeschmid
Os cartazes eram mais ou menos assim, e eram colados nos postes de energia ou tapumes de obras. Foto: sarahmaeschmid.

Hoje é comum sermos bombardeados por inúmeros conteúdos simultaneamente com a agilidade da informação da internet. Com música também não é diferente, já que a cada minuto novas e novas bandas surgem. E, aliás, não é muito difícil você ainda ver grupos que levam materiais para vender em shows locais, ou artistas que buscam até metrôs e ônibus para vender suas demos e mixtapes.

Mas sempre o que nos chama a atenção são bandas que buscam trazer alguma coisa diferente do que vem sendo feito, ou que nos aproximam de volta ao tipo de som favorito. E por trás de todo esse cenário independente, também há o financiamento pesado da indústria cultural em artistas de um ou mais gêneros em que as pessoas demandam por. Tem sido assim não só com o fenômeno do funk e do sertanejo universitário, como também tem acontecido com o indie rock, o hip hop e a música eletrônica.

Com o boom da inovação tecnológica e também da economia colaborativa, não tem como negar que esses impactos atingiram o mundo musical. Não há também como negar que desde os primórdios da música independente a gravação de fitas, demos e discos e suas vendas nas ruas e nos pequenos shows já não davam uma noção de como esse mercado musical mudaria com o tempo, trazendo sempre mais novidades para pessoas como a gente, que não desgrudam dos fones de ouvido e que surgiriam cada vez mais bandas novas, buscando sempre inovar para conquistar seus fãs. Nossos ouvidos ficam muito agradecidos.

E como falamos de Blink-182, essa é para matar as saudades.

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Tags: empoderamentoempreendedorismomillennialsMúsicapop-punkpunk rock

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