• Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
Escotilha
Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
Escotilha
Home Música

Vem com a malemolência do Cabezas Flutuantes

porLucas Paraizo
14 de abril de 2016
em Música
A A
Envie pelo WhatsAppCompartilhe no LinkedInCompartilhe no FacebookCompartilhe no Twitter

Não adianta fugir, a mistura define o Brasil. A mistura de culturas, hábitos, sotaques, clima, paisagens e cores. O tamanho enorme desse país que o transforma em um paradoxo constante. Transformamos qualquer coisa em Brasil. Nós somos a própria pizza de paçoca, o temaki de arroz e feijão. Um emaranhado de ideias ruins porém sinceras que talvez deem certo. E a música às vezes falha em retratar com mais precisão esses contrastes, mas tem gente que sabe muito bem se portar no meio da confusão – em todos os sentidos – que é a pátria amada e idolatrada.

O Cabezas Flutuantes está nesse grupo. A parte fixa da banda de Minas Gerais é Carou Araújo, mas ela vem com Fábio Cardelli e mais uma lista grande de convidados para construir sua obra brasileira. Eles criaram juntos o recém lançado Experimental Macumba (2016), um disco que é a cara do Brasil: uma grande mistura.

Embora no álbum esteja presente o indie folk remanescente do primeiro trabalho do Cabezas Flutuantes, Registro (2013), o segundo disco da banda é desde o começo quente e com dança no pé. A arte da capa já é uma representação do clima de “tudo junto” brasileiro, e cada faixa é uma viagem pelo país. Há o sambinha da ótima “Di Menor”, a lambada descarada de “Rela”, o batuque indie de “Pega Pega”, o tecnobrega latino de “Quince Pesos” e a sensacional sintetizada “Mal Acostumado”, cover dessa música que você está imaginando: o pagode do Araketu.

O que o Cabezas Flutuantes cria em Experimental Macumba é um disco que respira os quatro cantos do Brasil, inclusive suas fronteiras com outros países latinos.

O que o Cabezas Flutuantes cria em Experimental Macumba é um disco que respira os quatro cantos do Brasil, inclusive suas fronteiras com outros países latinos. É construído por várias vozes, vários sotaques e várias referências. É às vezes romântico, às vezes político. O single “Di Menor” trabalha com leveza a questão da redução da maioridade penal, como uma singela mensagem de apoio aos adolescentes deste país, junto de um clipe que mostra bem o clima que eles buscam.

A capa do disco: mistura brasileira
A capa do disco: mistura brasileira. Foto: Reprodução.

O mais legal é que essa mistura toda funciona e fica homogênea. Por mais estranha que seja a transição de “Rela” para “Broken”, por exemplo, a banda faz funcionar. O disco é curto mas direto ao ponto, fazendo questão de mostrar que é, sim, uma confusão que dá certo, assim como o próprio Brasil é às vezes. Carou e Fábio parecem conscientes do plano de jogar vários ingredientes e fazer essa feijoada. E ela fica saborosa, dá vontade de repetir o prato e depois, mesmo estufado, sair dançar um sambinha simplesmente por que você pode.

Escute Experimental Macumba na íntegra no Spotify

fb-post-cta

Tags: BrasilCabezas FlutuantesCrítica MusicalExperimental MacumbaindielambadaMúsicaMúsica Brasileira

VEJA TAMBÉM

Líder do The National, Matt Berninger vem ao C6 Fest com sua carreira solo. Imagem: Chantal Anderson / Divulgação.
Música

C6 Fest – Desvendando o lineup: Matt Berninger

2 de abril de 2026
Duo chega no auge para seu show no Brasil. Imagem: Lissyelle Laricchia / Divulgação.
Música

C6 Fest – Desvendando o lineup: Magdalena Bay

31 de março de 2026
Please login to join discussion

FIQUE POR DENTRO

Filme de Rafhael Barbosa faz parte da Mostra Competitiva Brasileira na 15ª edição do Olhar de Cinema. Imagem: Olhar Filmes / Divulgação.

Crítica: Os mistérios da ausência em ‘Olhe para Mim’ – Olhar de Cinema

9 de junho de 2026
Milla Fernandez é autora e estrela em 'TIP
 (Antes que me Queimem Eu Mesma me Atiro no Fogo)'. Imagem: Divulgação.

‘TIP’: retrato vivo de uma atriz em chamas

8 de junho de 2026
Cena de 'Telúrica: a Íntima Utopia', exibido no Olhar de Cinema: Imagem: Gilvan Barreto / Divulgação.

Crítica – ‘Telúrica: a Íntima Utopia’ encontra humanidade onde o mundo prefere enxergar diagnóstico – Olhar de Cinema

8 de junho de 2026
Tânia Maria e Rejane Faria dividem cena em 'Yellow Cake'. Imagem: Urânio Filmes / Divulgação.

‘Yellow Cake’ abre o Olhar de Cinema entre aplausos e controvérsia

5 de junho de 2026
Instagram Twitter Facebook YouTube TikTok
Escotilha

  • Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
  • Agenda
  • Artes Visuais
  • Colunas
  • Cinema
  • Entrevistas
  • Literatura
  • Crônicas
  • Música
  • Teatro
  • Política
  • Reportagem
  • Televisão

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.

Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Sobre a Escotilha
  • Contato

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.