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Home Música Vitrola

A justa e necessária alucinação de Belchior

'Alucinação' trazia Belchior em sua essência e ilustrava as angústias de uma geração.

Daniel Tozzi por Daniel Tozzi
5 de maio de 2017
em Vitrola
A A

Foto: Reprodução.

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O cantor e compositor cearense Belchior morreu no último dia domingo, na cidade gaúcha de Santa Cruz do Sul, onde residia com sua esposa, a artista plástica Edna Araújo. Aos 70 anos e com uma vasta discografia, Belchior foi um dos grandes nomes da Música Popular Brasileira e as canções de seu mais famoso trabalho, o disco Alucinação, de 1976, marcaram época, com letras repletas de reflexões  provocações e citações a figuras importantes do período.

No caótico Brasil dos anos 70, Belchior retratou o sentimento de uma geração perdida entre as dificuldades do período do regime militar e o saudosismo daqueles que “amam o passado” e descreem no poder transformador da juventude, como diz a letra de “Como Nossos Pais”. O disco Alucinação foi o segundo lançamento da carreira do cantor, que debutou no cenário nacional com Mote e Glosa, de 1974. Ao lado de figuras como Raimundo Fagner e Ednardo, Belchior fez parte do chamado “Pessoal do Ceará”, grupo de músicos do estado nordestino que invadiu a grande cena da música brasileira do eixo Rio-São Paulo em meados da década de 1970.

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Do começo ao fim, o álbum apresenta o cantor em sua essência: letras fortes e provocativas, cercadas de referências e sua icônica voz anasalada.

Do começo ao fim, o álbum apresenta o cantor em sua essência: letras fortes e provocativas, cercadas de referências e sua icônica voz anasalada. Fã dos Beatles e dos ritmos brasileiros, Belchior mistura com maestria os gêneros musicais e essa miscelânea aparece também nas letras, que citam desde Edgar Allan Poe, Bob Dylan e a canção “Blackbird” de Paul McCartney , até Fernando Pessoa e Caetano Veloso.

O afiado Belchior também não perde a oportunidade e, ao dizer na faixa-título do disco, que sua “alucinação é suportar o dia-a-dia e seu delírio é a experiência com coisas reais”, alfineta outros ícones da música brasileira da época como Gilberto Gil e Raul Seixas, que viviam “romances astrais” e se encantavam com “essas coisas do Oriente”.

Este era Belchior: o sujeito não interessado em nenhuma teoria. Provocativo, inconformado audacioso e melancólico. O delírio era a experiência com a realidade. Basta de desbundes e devaneios, grita Belchior. O desafio é simplesmente conseguir suportar o dia-a-dia. Suportar a realidade do simples rapaz latino-americano. Daquele que sai do norte e vai tentar a vida na cidade grande, que sofre preconceito, que batalha pra vencer na vida.

De que importava a “revolução”? De que importava as experiências transcendentais? A angústias da juventude em um tom muitas vezes autobiográfico é que ganharão voz nos versos de Belchior. Aliás, nada mais belchiorista que o seu próprio sumiço em seus últimos anos de vida. Dizer um basta ao que chamamos de “vida convencional” e viver a própria alucinação particular. Sempre desobedecendo. Nunca reverenciando.

Anarquista? Utópica? Libertária? Niilista? A obra do cantor é inrotulável. Apesar do proposital ostracismo, a fama de Belchior permaneceu intacta. Suas reflexões sobre a juventude, constantemente presentes em suas canções, permanecem sendo estudadas e ajudam na compreensão do dramático momento do Brasil da década de 1970. Independente do sumiço, ou agora da morte, de Belchior, suas alucinações e seu legado permanecerão para sempre presentes na cultura brasileira.

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Tags: alucinaçãoBelchiorMote e GlosaMPBmúsicamúsica brasileira
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Commentários 0

  1. Aline Mendes. J. Puzzi says:
    5 anos atrás

    Brilhante homenagem.

    Responder

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