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‘Domínio Público’: a arte a serviço do diálogo – Festival de Curitiba

porMarianna Holtz
3 de abril de 2018
em Teatro
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Domínio Público - Festival de Curitiba

Renata de Carvalho em 'Domínio Público'. Imagem: Reprodução.

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Domínio Público responde de maneira inteligente aos ataques à arte e à liberdade de expressão que repercutiram em 2017. O espetáculo, que foi produzido a convite, pelo e para – como coprodução em parceria com o Corpo Rastreado – o 27º Festival de Curitiba, traz à cena a criação coletiva de quatro artistas diretamente afetados pela onda conservadora engajada em censurar exposições e performances artísticas ao longo do ano passado. São eles: Elisabete Finger, Maikon K, Renata Carvalho e Wagner Schwartz.

E se esperava uma resposta no mesmo tom: uma obra exclusivamente sobre a censura ou até mesmo protestos. O que se viu, no entanto, foi uma peça que mais se assemelhava a uma palestra. Um de cada vez, os quatro atores revezam-se no palco para, entre citações de estudiosos e fontes da internet, contar a história do quadro “Mona Lisa”, ou “La Giocconda” (1506) de Leonardo da Vinci (1452-1519). Os fatos (que representam a maior parte do texto) misturam-se à ficção.

Um de cada vez, os quatro atores revezam-se no palco para, entre citações de estudiosos e fontes da internet, contar a história do quadro ‘Mona Lisa’, ou ‘La Giocconda’ (1506) de Leonardo da Vinci (1452-1519).

A sensação do vazio deixado pelo roubo da obra no Museu do Louvre é proporcionada também pelo vazio do cenário: apenas uma réplica em tamanho aumentado da obra de Da Vinci. Os figurinos seguem a mesma linha minimalista. A composição dos atores também, optando por uma personagem não clara, aproximando o papel do ator muito mais ao de um performer, apesar do formato da peça. Há a sensação da não-peça, do vazio e do não-personagem, na qual o único elemento que se destaca é a informação.

Por meio da história do roubo do quadro por Vicenzo Peruggia em 1911, o espetáculo caminha pela História da Arte e, por sua vez, da humanidade nos últimos seis séculos, oferecendo ao público conhecimento e diálogo, ao invés de ódio, extremismo e silenciamento. De maneira doce e sutil os atores forçosamente criam empatia ao traçar um paralelo sobre quais os limites da arte, fake news, o que dá o status de arte a uma obra, à questão de gênero e transexualidade; todos estes temas apresentados sobre “La Gioconda”, mas refletidos nos dias atuais.

“Entre a complexidade do mundo e a complexidade da arte existe uma grande afinidade. A ciência tenta localizar e sistematizar as constantes que regem o mundo por meio de uma espécie de transparência teórica. Ela precisa dessa redução porque parte do simples, do elementar. (…) Entretanto, escapam ao conjunto das leis e das explicações causais nossas relações afetivas, intuitivas, com esses acontecimentos.” Este parágrafo de Jorge Coli resume de algum modo a discussão complexa sobre o sistema, a arte e seus limites, bem como faz Domínio Público.

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Tags: censuracoproduçãoCorpo RastreadoCrítica TeatralDomínio PúblicoElisabete FingerFestival de Curitibaítica teatralLeonardo Da VinciMaikon KRenata CarvalhoResenhaTeatroWagner Schwartz

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