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Quem tem medo do teatro?

porHelena Carnieri
7 de março de 2017
em Teatro
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Lembro bem das primeiras palavras de Não contém glúten, pertinentes num dia como hoje. “Como podem dizer que já esteve mais quente?”. Derreto no teclado a lembrança daquela cena curta e intensa à qual assisti em dezembro.

O teatro contemporâneo gosta de borrar as fronteiras entre gêneros, apesar de que a intensidade desse contato possa variar enormemente. O costumeiro “desconforto da proximidade” acaba sendo muito bem-vindo a essa arte presencial, algo que é favorecido por vários elementos do espetáculo que o Teatro de Breque encenou num casarão de Curitiba.

A sinopse é simples, como ocorre com os melhores espécimes do teatro. Um casal, ela histérica, ele fleumático, recebe amigos para o jantar. Das expectativas e tensões produzidas pelo encontro brota a potência dramatúrgica do texto de Sérgio Roveri. Contradições comuns a qualquer casamento bastariam como matéria-prima no palco, mas é a relação com os amigos de longa data o que extrai da dupla seu melhor e pior.

Das expectativas e tensões produzidas pelo encontro brota a potência dramatúrgica do texto de Sérgio Roveri.

A situação e conflitos decorrentes dela faz lembrar o clássico Quem tem medo de Virginia Woolf (1962), em que Edward Albee, morto em setembro passado, coloca em confronto dois casais contrastantes. A intensidade da anfitriã é um ponto comum entre a Sue de Roveri e a Martha de Albee. E aqui tiremos o chapéu à Helena de Jorge Portela, com um trabalho muito potente. Sua atuação abre um diálogo com os exageros típicos da teledramaturgia, mas extrapola habilmente os limites do realismo. A voz que se agudiza e agrava com controle, o gestual que acompanha cada fala.

O texto usa diálogos e monólogos da dupla de protagonistas, utilizando um crescendo de agressividade. Tudo dentro de uma moldura inventiva cujo segredo não será revelado aqui.

A tensão proposta pela diferença temperamental do casal anfitrião é ampliada pela proximidade física da plateia, acomodada em poltronas bem próximas do palco da Sala Brandão. O espaço, situado na casa de artistas curitibanos, contribui para a intimidade estilo sala de estar do espetáculo. E a cenografia brinca com isso, abrindo e fechando pesadas cortinas que escondem janelões e uma clara luz de jardim.

A potência do encontro com a plateia é intensificada pelo curto tempo de duração do espetáculo, cerca de meia hora. Seria essa uma tendência, os tempos curtos e intensos? Como exemplo, no mesmo fim de semana em que Não contém glúten foi apresentado, Melhor ir mais cedo pular da janela, de proporções semelhantes, ocupava o Mini Guaíra.

A música ao vivo dá os contornos do período em que dura essa experiência, convidando a plateia a se acomodar e embalando a cena num contraste com a eletricidade da convivência ali encenada.

Há que se destacar o trabalho duplo de direção (Rodrigo Ferrarini e Assis Benevenuto), outra tendência que tem se registrado na cena curitibana e que permite acumular expertises e insights.

Tags: Assis BenevenutoCrítica TeatralNão contém glútenQuem tem medo de Virginia WoolfRodrigo FerrariniSérgio RoveriTeatroTeatro de Breque

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