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‘Hokuto no Ken’ é exagerado em tudo que é possível – e isso é ótimo

porDavid Ehrlich
4 de junho de 2018
em Televisão
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"Omae wa mou shindeiru" ("Você já está morto"): Uma das frases de efeito mais famosas dos animes. Imagem: Divulgação.

"Omae wa mou shindeiru" ("Você já está morto"): Uma das frases de efeito mais famosas dos animes. Imagem: Divulgação.

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O que é possível dizer sobre Hokuto no Ken? Baseado em um dos mangás mais populares de todos os tempos e produzido pela Toei Animation, a série foi exibida pelo canal japonês Fuji Television Network entre 1984 e 1987, e foi pioneiro em uma nova forma de se fazer animes de ação, que veio a ser exemplo para obras como Cavaleiros do Zodíaco, Dragon Ball Z, Berserk e JoJo’s Bizarre Adventure.

E o que esta série possui de especial? Vamos analisar abaixo.

Kenshiro: O "Salvador do Novo Mundo"
Kenshiro: O “Salvador do Novo Mundo”. Imagem: Divulgação

Com um estilo profundamente inspirado em Mad Max e, principalmente, Mad Max 2, Hokuto no Ken (traduzível como “Punho da Estrela do Norte”) é ambientado no ano 199X, como a narração inicial de todo episódio explica, em um mundo pós-apocalíptico resultante de uma guerra nuclear que devastou a maior parte da humanidade e transformou a Terra em um deserto aparentemente sem vida.

Embora alguns sobreviventes tentem reconstruir a sociedade e formar pequenas comunidades, estas são sempre ameaçadas por bandos de motoqueiros punks selvagens (de cabelo moicano, roupa de couro e tudo), muitas vezes liderados por artistas marciais tão absurdamente gigantescos e/ou musculosos que algumas sinopses inclusive os descrevem como mutantes (por mais que o anime nunca diga isso; eles simplesmente são assim). Estes bandos atacam as comunidades ora para saquear o que resta de água e comida, ora para escravizar os mais fracos, ou pela simples diversão de matar pessoas inocentes.

Vilões gigantes são perfeitamente normais neste mundo pós-apocalíptico
Vilões gigantes são perfeitamente normais neste mundo pós-apocalíptico. Imagem: Divulgação.

Se você algum dia se perguntou como seria se as pinturas de Frank Frazetta fossem uma série animada, aqui está sua resposta.

É nessa era que surge, então, nosso personagem principal, Kenshiro, também conhecido como Ken. Sucessor de uma antiga e mortal arte marcial chamada Hokuto Shinken, ele defende os fracos de todo tipo de malfeitor, a partir de um intrincado sistema de técnicas que usa os pontos vitais de seus oponentes para destruí-los de dentro para fora, ou então para fazer coisas como desfigurá-los e até obrigá-los a falar a verdade. Devido a isso, Ken é um herói quase imbatível… Quase, porque como é revelado no começo da série, no passado ele foi quase morto por outro artista marcial chamado Shin, que ainda por cima sequestrou também sua namorada, Yuria.

A princípio, o enredo parece ser apenas sobre Ken procurando por Yuria junto com uma dupla de crianças, e de fato a primeira temporada é basicamente isso. Quando a história começa a parecer fraca, porém, a série se torna muito mais, introduzindo diversos novos personagens, como Rei, outro artista marcial capaz de fatiar seus inimigos com os dedos; e, principalmente, os irmãos de Ken, todos adotados pelo antigo mestre do Hokuto Shinken para decidir quem seria seu sucessor.

Alguns deles, porém, têm raiva de Ken por ele ter sido o escolhido e, portanto, tentam matá-lo; principalmente o mais velho e ameaçador deles, Raoh, que inclusive matou seu mestre antes de deixar a escola. O que parece um mero conflito familiar, porém, escala para proporções dignas das melhores histórias de fantasia, uma luta de Kenshiro, o “Salvador do Novo Mundo”, contra aqueles que pretendem governá-lo.

'Hokuto no Ken' foi pioneiro em um novo nível de violência em animações
‘Hokuto no Ken’ foi pioneiro em um novo nível de violência em animações. Imagem: Divulgação.

Ao longo dos anos, a série manteve um culto bastante fiel de fãs ao redor do mundo, e é fácil perceber por que: para o bem ou para o mal, Hokuto no Ken é exageradamente violento, com as lutas assumindo um nível de brutalidade nunca antes visto em animação; não há um único episódio sem que alguém tenha a cabeça explodida ou seja feito em pedaços. Junte isso a doses homeopáticas de humor japonês e certa quantidade de insinuações homoeróticas – especialmente na segunda temporada – e você tem uma série com um estilo bastante único e que, se for para descrever em um único adjetivo, seria “exagerado”.

As lutas são exageradamente sanguinolentas, os vilões são exageradamente cruéis, os personagens são exageradamente musculosos, Kenshiro é exageradamente sério, os diálogos são exageradamente dramáticos – quase teatrais, pode-se dizer -… Se você algum dia se perguntou como seria se as pinturas de Frank Frazetta fossem uma série animada, aqui está sua resposta – embora pouco animadas, é preciso infelizmente constatar, uma vez que mais dinheiro foi gasto na arte final do que na fluidez da animação. Isso, porém, é compensado por uma combinação perfeita de arte final detalhista e trilha sonora marcante, dando à série um ar épico mesmo quando pouco acontece.

Mas de uma forma curiosa, esse exagero todo funciona a favor da série, pelo simples motivo de que combina perfeitamente com a ambientação do enredo: o mundo pós-apocalíptico de Hokuto no Ken é um deserto sombrio e árido, em que o simples ato de viver pode ser um pesadelo se você não for forte. Assim como nos melhores filmes de Mad Max, este é um mundo que simplesmente “enlouqueceu”, e ser louco e desvairado é quase a norma – portanto, não há excesso que não soe apropriado. E é neste mundo louco que aparece Kenshiro, cercado de uma aura messiânica, acabando com a raça daqueles que se acham no direito de torturar os mais fracos, sempre repetindo sua frase de efeito, uma das mais famosas dos animes: “Omae wa mou shindeiru” (“Você já está morto”).

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