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‘A Maldição da Residência Hill’: finalmente uma série para sentir medo de verdade

Mesclando drama familiar e horror, 'A Maldição da Residência Hill' apresenta uma história apavorante e um roteiro de dar inveja a muitos filmes.

porRodrigo Lorenzi
23 de outubro de 2018
em Televisão
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'A Maldição da Residência Hill': finalmente uma série para sentir medo de verdade

Imagem: Reprodução.

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Esqueça American Horror Story, The Exorcist, The Walking Dead, Penny Dreadful e outras séries famosas. Elas até podem dar um susto aqui ou ali ou chocar pelo bizarro, mas, via de regra, nenhuma delas provoca terror. Agora dê uma chance para A Maldição da Residência Hill (The Haunting of Hill House), nova série da Netflix, baseada no livro homônimo de Shirley Jackson, lançado em 1959.

Desde os primeiros minutos do primeiro episódio, a série consegue fazer você ligar a luz, pegar uma coberta e prender a respiração. Não é nada fácil fazer terror na televisão e somente isso já seria um ótimo motivo para você assisti-la, mas a produção ainda traz um roteiro sólido, um drama familiar forte e atuações de tirar o fôlego.

Em 1982, Hugh (Timothy Hutton) e Olivia (Carla Gugino) se mudam temporariamente para uma mansão junto com seus cinco filhos: Steven (Paxton Singleton/Michiel Huisman), Shirley (Lulu Wilson/Elizabeth Reaser), Theodora (Mckenna Grace/Kate Siegel), Luke (Julian Hilliard/Oliver Jackson-Cohen) e Eleanor (Violet McGraw/Victoria Pedretti). Após alguns eventos paranormais começarem a atormentar a família e uma tragédia acontecer, eles decidem sair dali para reconstruir a vida. Depois de 26 anos, a família se vê obrigada a enfrentar os fantasmas do passado após da morte de um deles.

Pela sinopse, a história não poderia ser mais clichê, mas basta um olhar rápido para saber que a série consegue transitar de maneira surpreendente entre as clássicas armadilhas do terror. Dirigido por Mike Flanagan (conhecido por vários filmes do gênero como Hush, Absentia, Ouija: A Origem do Mal), a produção não perde tempo com sangue ou sustos baratos. Tudo está nos detalhes. Percebam, aliás, o apuro técnico e os detalhes presentes no sexto episódio, filmado quase inteiramente em plano-sequência. Com diálogos de cortar o coração, cenas perturbadoras e uma direção primorosa, o episódio certamente está entre as melhores coisas do ano na televisão.

Não é nada fácil fazer terror na televisão e somente isso já seria um ótimo motivo para você assisti-la.

Os cortes são milimetricamente calculados para que a série tenha fluidez em pelo menos duas linhas do tempo diferentes, a câmera sempre se move de maneira sorrateira, como se tudo pudesse acontecer a qualquer momento, as cenas sãos cheias de elementos escondidos que, quando não estão em foco, parecem assombrar os personagens, assim como as várias estátuas espalhadas pela casa que, vez ou outra, estão olhando para os personagens e para o público.

Sempre com desenvolvendo as personagens profundamente, tanto os infantis como os adultos, a série faz uma divisão de clima interessante para que nós nos importemos com tudo o que ocorre em cena. Durante a infância, vemos criaturas estranhas, assombrações e todo tipo de horror que uma criança poderia viver. Na vida adulta, esse demônios continuam presentes, mas assumem formas diferentes, como culpa, ódio, rancor e depressão.

Construindo um clima de terror que fica com o público até depois dos créditos (e o quinto episódio é especialmente aterrorizante), a série ainda tem tempo para entregar algumas reviravoltas que deixam a história sempre viva, sem nunca perder o ritmo. A Maldição da Residência Hill transita entre o horror ficcional e o psicológico em uma das melhores séries da Netflix nos últimos tempos e é, certamente, uma das melhores do ano. Imperdível.

Tags: A Maldição da Residência HillCarla GuginoCríticaMike FlanaganNetflixSeriadosSérieThe Haunting of Hill HouseTimothy HuttonTV Review

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