• Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
Escotilha
Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
Escotilha
Home Literatura

‘Diário de um Ladrão de Oxigênio’: a crônica sexual de um autor sem nome

'Diário de um Ladrão de Oxigênio' são as aventuras sexuais asfixiantes de um autor anônimo.

porJonatan Silva
30 de setembro de 2016
em Literatura
A A
'Diário de um Ladrão de Oxigênio': a crônica sexual de um autor sem nome

Imagem: Reprodução.

Envie pelo WhatsAppCompartilhe no LinkedInCompartilhe no FacebookCompartilhe no Twitter

Há anos não se via um livro assinado por ninguém, um autor invisível escondido atrás do confortável anonimato. Diário de um Ladrão de Oxigênio (Intrínseca, 160 páginas) é, como o próprio título indica, um livro claustrofóbico e asfixiante sobre um homem que abusa “mentalmente, não fisicamente” de suas amantes. O narrador é um publicitário freelancer devastado emocionalmente e que, para vingar-se do mundo, devasta as mulheres que cruzam o seu caminho.

Brutal em seus relatos, que não se sabe se são reais ou ficção, o autor-narrador cria um painel bizarro das atrocidades cometidas pelo simples e puro prazer. É chocante conhecer os meandros de uma mente maníaca e absurdamente centrada em desgraçar outras pessoas. Em tempos de luta contra a misoginia – que para o protagonista não passa de uma piadinha de mau gosto –, o livro é uma leitura obrigatória para impedir que o que está ali se torne realidade – se é que já não se tornou.

As lágrimas são o mínimo que ele espera das mulheres. “Por que as pessoas matavam umas às outras? Porque elas gostavam disso. Será que era mesmo assim, tão simples? Despedaçar uma alma é mais fácil quando o perpetrador já passou pela mesma experiência”, diz em determinado trecho. É desafiador o tom que dá ao Diário: recheia as experiências mais nefastas de um humor cínico, capaz de enlaçar o leitor por um prazer sádico e cheio de culpa.

Enquanto muita gente se escandalizou com a onda de literatura erótica que assolou as livrarias, é preciso estar preparado para o que se lê ou lerá no Diário. Imagine que Salò, de Pasolini, se passa em Nova York e que, aparentemente, pode acontecer com qualquer pessoa desavisada da crueldade humana.

Provavelmente inspirado pelo Diário de um Ladrão, de Jean Genet – esse sim, narra suas próprias vivências –, o enigmático autor parece alinhar o escritor francês, em sua essência e exageros, a F. Scott Fitzgerald, mas sem a mesma elegância. A situação ganha um novo olhar a partir do momento em que jogo vira e quem conta a história passa a ser o objeto.

Por isso é necessário que ele seja lembrado e colocado às vistas de quem passa despreocupado pelas vitrinas de livrarias, postos de gasolina e afins. Enfim, é fundamental lutar contra tudo o que está ali.

Sombras

Acredita-se que o autor seja um britânico que, após publicar por conta, descobriu-se best-seller e começou a receber pedidos cada vez maiores de livrarias como a Shakespeare & Co, responsável por editar nomes como James Joyce. À sombra do “anônimo”, o escritor pode se aventurar em contar aquilo que viveu, viu ou, mesmo, inventou. Ainda que o narrador diga-se culpado por pelo que fez, é possível que, para o escritor, tudo não passe de literatura, de arte.

Não que a arte não possa chocar, pode e, em alguns casos, é melhor que choque, que explore o terrível, o impensável. Por isso é importante que o Diário de um Ladrão de Oxigênio não passe em branco. Por isso é necessário que ele seja lembrado e colocado às vistas de quem passa despreocupado pelas vitrinas de livrarias, postos de gasolina e afins. Enfim, é fundamental lutar contra tudo o que está ali.

DIÁRIO DE UM LADRÃO DE OXIGÊNIO | Anônimo

Editora: Intrínseca;
Tradução: Alexandre Martins;
Tamanho: 160 págs.;
Lançamento: Setembro, 2016.

COMPRE O LIVRO E AJUDE A ESCOTILHA

Tags: AnônimoCríticaCrítica LiteráriaDiário de um ladrão de oxigênioF. Scott FitzgeraldIntrínsecaJames JoyceJean GenetLiteratura

VEJA TAMBÉM

Autora conversou com exclusividade com nossa reportagem. Imagem: Sebastián Freire / Divulgação.
Entrevistas

Mariana Enriquez: “Minha primeira impressão do mundo foi sob um regime autoritário muito feroz”

25 de março de 2026
Bellotto venceu o Jabuti de 2025 pela obra, lançada no ano anterior. Imagem: Chico Cerchiaro / Divulgação.
Literatura

‘Vento em Setembro’ transita entre o mistério e as feridas do Brasil

24 de março de 2026
Please login to join discussion

FIQUE POR DENTRO

Líder do The National, Matt Berninger vem ao C6 Fest com sua carreira solo. Imagem: Chantal Anderson / Divulgação.

C6 Fest – Desvendando o lineup: Matt Berninger

2 de abril de 2026
'(Um) Ensaio sobre a Cegueira' na montagem do Grupo Galpão. Imagem: Maringas Maciel.

Crítica: ‘(Um) Ensaio sobre a Cegueira’: Quando a cegueira atravessa a porta do teatro – Festival de Curitiba

2 de abril de 2026
Gioavana Soar e Fabíula Passini falam com exclusividade à Escotilha. Imagem: Annelize Tozetto / Divulgação.

Festival de Curitiba reforça papel para além do palco e aposta em memória, abertura e acessibilidade

1 de abril de 2026
Duo chega no auge para seu show no Brasil. Imagem: Lissyelle Laricchia / Divulgação.

C6 Fest – Desvendando o lineup: Magdalena Bay

31 de março de 2026
Instagram Twitter Facebook YouTube TikTok
Escotilha

  • Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
  • Agenda
  • Artes Visuais
  • Colunas
  • Cinema
  • Entrevistas
  • Literatura
  • Crônicas
  • Música
  • Teatro
  • Política
  • Reportagem
  • Televisão

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.

Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Sobre a Escotilha
  • Contato

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.