• Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
Escotilha
Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
Escotilha
Home Teatro

Crítica: ‘Pessoas Brutas’ discute a possibilidade de ética e felicidade no Brasil – Festival de Curitiba

Peça 'Pessoas Brutas', do grupo Os Satyros, faz parte da Trilogia das Pessoas e fala sobre um país moralmente arrasado.

porMaura Martins
8 de abril de 2022
em Teatro
A A
Cena de 'Pessoas Brutas'

Cena de 'Pessoas Brutas'. Imagem: Humberto Araujo.

Envie pelo WhatsAppCompartilhe no LinkedInCompartilhe no FacebookCompartilhe no Twitter

Um sujeito anda distraído quando o pior acontece: ele é assaltado. Empunhando uma arma, o ladrão, que usa “chinelão”, quer o seu sapato. Mesmo o sapato sendo feio, mesmo não servindo no seu pé, não importa: o sapato é o que simboliza o abismo entre os dois personagens, um condenado à marginalidade, e o outro preso na vida banal de vendedor de sapatos. Mas nenhum deles parece feliz.

Fechamento da Trilogia das Pessoas do célebre grupo teatral Os Satyros, Pessoas Brutas traz um leque de personagens presentes em qualquer cidade, mas que estão amarrados pela mediocridade de suas vidas.

Os que estão à margem do que se espera de um sujeito funcional na sociedade (como os dois homens encarceados; a moça que só se relaciona com presos; o casal que “convida” um terceiro para um ménage à trois) procuram algum respiro nas drogas e outros excessos.

O destaque da montagem também se dá por conta da estética cinzenta, remetendo à sujeira e à crueza das grandes cidades.

Já os que estão teoricamente adequados (a mulher que procura um namorado abusivo e acha que ele vai mudar; a secretária virgem que arrisca um relacionamento com um contador evangélico) também estão à procura de qualquer coisa que os faça sentir algo. Pode ser os remédios, e pode ser uma autoajuda fajuta.

Bastante contundente, o texto criado por Ivam Cabral e Rodolfo García Vásquez, os fundadores d’Os Satyros, é também divertido na crítica que faz às constantes crises éticas que assolam o país, provavelmente desde o descobrimento.

O senhor taxista, hilariamente paulistano (numa interpretação inspirada do ator Eduardo Chagas), presta serviços ao seu “amigo de infância”, um doleiro (que nunca aparece em cena) delatado em um esquema de rachadinha. Mas o idoso, que passou a vida inteira circulando pelas cidades, não consegue enxergar nada além da pessoa boa que lhe dá uma oportunidade e faz que possa finalmente ter uma vida melhor. Está errado?

Cena de Pessoas Brutas. Imagem: Humberto Araujo.

O destaque da montagem também se dá por conta da estética cinzenta, remetendo à sujeira e à crueza das grandes cidades, especialmente São Paulo, e os figurinos e maquiagens dos atores, todos com os rostos embranquecidos e penteados remetendo ao movimento punk. Há uma continuidade entre essa brutalidade visual e a brutalidade do cotidiano de quem tenta, todos os dias, sobreviver – seja à pobreza, seja à falta de sentido na vida.

Mas mesmo com a miséria que acomete todos os dias os 90% das pessoas que trabalham para os outros (como diz um personagem em cena), ainda é possível dançar. A peça abre e fecha com um Carnaval um pouco triste, um pouco forçado, mas assim um Carnaval.

VOCÊ CHEGOU ATÉ AQUI, QUE TAL CONSIDERAR SER NOSSO APOIADOR?

Jornalismo de qualidade tem preço, mas não pode ter limitações. Diferente de outros veículos, nosso conteúdo está disponível para leitura gratuita e sem restrições. Fazemos isso porque acreditamos que a informação deva ser livre.

Para continuar a existir, Escotilha precisa do seu incentivo através de nossa campanha de financiamento via assinatura recorrente. Você pode contribuir a partir de R$ 8,00 mensais. Toda contribuição, grande ou pequena, potencializa e ajuda a manter nosso jornalismo.

Se preferir, faça uma contribuição pontual através de nosso PIX: pix@escotilha.com.br. Você pode fazer uma contribuição de qualquer valor – uma forma rápida e simples de demonstrar seu apoio ao nosso trabalho. Impulsione o trabalho de quem impulsiona a cultura. Muito obrigado.

CLIQUE AQUI E APOIE

Tags: Festival de CuritibaFestival de TeatroIvam cabralos Satyrospessoas brutasrodolfo garcia vasquezTeatroTrilogia das pessoas

VEJA TAMBÉM

Kiko Mascarenhas estrela 'Todas as Coisas Maravilhosas'. Imagem: Renato Domingos.
Teatro

‘Todas as Coisas Maravilhosas’ transforma a dor em uma celebração da vida

30 de outubro de 2026
Kauê Persona vive Paulo Leminski. Imagem: Zuca Alvino / Divulgação.
Teatro

Kauê Persona encontra Leminski pela palavra em ‘Línguas de Dragões’

9 de setembro de 2026
Please login to join discussion

FIQUE POR DENTRO

Yuri Gomes dá vida a Gugu no longa-metragem de Allan Deberton. Imagem: Biônica Filmes / Divulgação.

‘Feito Pipa’ desafia preconceitos e reivindica o direito de ser quem se é

6 de novembro de 2026
Kiko Mascarenhas estrela 'Todas as Coisas Maravilhosas'. Imagem: Renato Domingos.

‘Todas as Coisas Maravilhosas’ transforma a dor em uma celebração da vida

30 de outubro de 2026
A atriz e comediante Dercy Gonçalves em 'A baronesa transviada' (1957). Imagem: Divulgação.

‘Dercy: Uma Diva Debochada’ revela os paradoxos da maior comediante brasileira

29 de outubro de 2026
Nova adaptação do romance de John Steinbeck foi conduzida por neta de Elia Kazan. Imagem: Netflix Studios / Divulgação.

‘A Leste do Éden’ renova Steinbeck em adaptação excepcional

19 de outubro de 2026
Instagram Twitter Facebook YouTube TikTok
Escotilha

  • Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
  • Agenda
  • Artes Visuais
  • Colunas
  • Cinema
  • Entrevistas
  • Literatura
  • Crônicas
  • Música
  • Teatro
  • Política
  • Reportagem
  • Televisão

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.

Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Sobre a Escotilha
  • Contato

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.