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Por que Romero Britto pode causar tanta repulsa?

Apesar de multimilionário e bem-sucedido, Romero Britto é alvo frequente de criticismos da classe artística.

porMariana Benevides
22 de abril de 2018
em Artes Visuais
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Por que Romero Britto pode causar tanta repulsa?

Romero Britto repete a mesma fórmula de maneira incansável há anos. Imagem: Reprodução.

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Cores vibrantes, formas confusas. Gatinhos felizes, corações, retratos de celebridades sorridentes e até mesmo a ex-presidente Dilma: tudo isso é recorrente nos pincéis de Romero Britto.

De maneira incansável, o artista pernambucano reproduz há anos o mesmo estilo categoricamente caótico, tim tim por tim tim, sem se preocupar com seu esgotamento.

A verdade, no entanto, é que a sentença de morte definitiva da estética clássica de Romero Britto já paira sobre a cabeça do multimilionário há muito tempo, mas ele não parece se importar com o cheiro de podre.

São críticas duras, eu sei. Porém, devo dizer que meu fascínio antropológico e masoquista pela figura de Romero Britto já data alguns anos, o suficiente para que tenha feito questão de prestar atenção nos inúmeros produtos estampados com sua arte por aí, em uma infinitude de comércios diferentes.

Tal repulsa à imagem de uma obra de Britto, no entanto, não é fruto de uma crueldade inerente à classe artística (ou minha), e sim resultado de um gerenciamento de carreira absolutamente voltado ao mercado, e não à arte propriamente dita.

A verdade, no entanto, é que a sentença de morte definitiva da estética clássica de Romero Britto já paira sobre a cabeça do multimilionário há muito tempo.

Com um patrimônio estimado em US$ 20 milhões, o pintor, escultor e serigrafista ascendeu mundialmente após uma parceria com o publicitário Michael Roux, responsável pela campanha “Absolut Art”, da marca Absolut Vodka. Seria todo esse dinheiro o ápice de uma carreira na arte?

Percebam, no entanto, que minha aversão absoluta às obras de Britto não tem nada de pessoal – fico feliz com a ascensão econômica do pernambucano que não nasceu em berço de ouro. Porém, ver seu trabalho até em caixas de panetone não me desce a garganta. Romero optou por não evoluir e seguir repetindo uma fórmula batida, nada original, ao ponto de se tornar uma sátira.

A falta de originalidade do conjunto da obra beira ao fato de que, se buscamos seu trabalho no Google, é difícil distinguir quais são seus quadros e o que são fanarts. O padrão cunhado por Britto é fundamentalmente mimético, tão vazio como as infinitas mercadorias que estampa – mas o dinheiro continuará entrando por algum tempo, e é isso que importa.

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Tags: artes plásticasArtes VisuaisCríticaRomero Britto

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