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‘Eu Não Sou um Homem Fácil’ é comédia romântica inventiva no tema, mas não no formato

Dirigido por Eleonore Pourriat, 'Eu Não Sou um Homem Fácil', que entrou recentemente na Netflix, se utiliza de clichês do gênero e estereótipos invertidos.

porGiovanna Tortato
20 de abril de 2018
em Cinema
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'Eu Não Sou um Homem Fácil' é comédia romântica inventiva no tema, mas não no formato

Imagem: Reprodução.

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O que melhor do que perder todos os seus privilégios para perceber que eles sempre existiram? Essa é a premissa básica da comédia francesa Eu Não Sou um Homem Fácil (Je ne suis pas un Homme Facile, no original), que entrou há poucos dias no catálogo da Netflix. O longa de 2018 foi roteirizado e dirigido por Eleonore Pourriat e teve sua estreia internacional pelo serviço de streaming.

No filme, Damien é um conquistador e machista inveterado que – da maneira menos criativa que um filme pode pensar (batendo a cabeça em um poste) – acorda em um mundo invertido, onde as mulheres têm a função social dos homens e vice-versa.

Ele tem os mesmos amigos, família e emprego inicialmente, mas tudo adaptado a essa nova sociedade. Seu melhor amigo é dono de casa, ele só tem roupas curtas ou coloridas que “valorizem” seu corpo e seus pais praticamente inverteram as personalidades.

É um filme difícil de amar ou odiar pois algumas das provocações que faz são ótimas, mas ao mesmo tempo extrapola e se perde na mesmice do formato do seu gênero, perdendo um pouco de seu maior trunfo que é a originalidade do tema: uma sociedade matriarcal é tão ruim quanto a patriarcal, só mudam os oprimidos. Porém, o filme se distrai da defesa da igualdade para entrar no romance entre Damien e a escritora (cafajeste?) Alexandra.

Mais do que uma comédia, ‘Eu Não Sou um Homem Fácil’ é uma sátira da sociedade patriarcal em que vivemos.

Prós:

  • Cenas de depilação masculina funcionando como alívio cômico desde Um Virgem de 40 Anos antes de Cristo. E aqui o asco de uma mulher ao ver o peito cabeludo do protagonista assim como o dele ao ver a perna dela é engraçado.
  • O jeito diferente de lidar com a infidelidade quando ela é masculina (feminina aqui, no caso).
  • Os gays no mundo alternativo, que só aparecem em baladas exclusivas e meio escondidas, não têm necessariamente a ver com a sexualidade. São homens e mulheres que se vestem da forma como nossa sociedade (a real) esperaria deles, o que ironiza o fato de que, dependendo do lugar onde você estiver, o diferente sempre será marginalizado, ainda que seja o “normal” em outros.

Contras:

  • O filme é cheio de clichês das comédias românticas e estereótipos de gênero, só que esses estão invertidos pela primeira vez. Como mulher, dei várias vezes aquela risadinha culpada de “isso é errado também, mas é bom para eles verem”.
  • A não ser de maneira bem mais explícita e violenta no final do filme, o assédio feminino é bem recebido pelo protagonista, como se isso fosse um “bônus” da situação ruim.
  • Não espere entender profundamente como a transição de Damien aconteceu ou ainda ter respostas mais concretas sobre o desenrolar de questões secundárias do filme, como a família de Alexandra ou o casamento de Christophe. Não vai acontecer.
  • O filme tem diversos problemas de coerência, desde furos de roteiro à mudança brusca de atitude do personagem, às vezes até entre cenas.

Em resumo: mais do que uma comédia, Eu Não Sou um Homem Fácil é uma sátira da sociedade patriarcal em que vivemos (e afirmar isso não é uma posição política, mas um fato, vale esclarecer). Como sátira, é 9/10, como comédia romântica, 4/10.

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Tags: CinemacomédiaCríticaCrítica CinematográficaEleonore PourriatEu Não Sou Um Homem FácilMovie ReviewNetflixNetflix BrasilResenhaReview

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