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‘Sete Psicopatas e um Shih Tzu’: o cinema que brinca com ele mesmo

‘Sete Psicopatas e um Shih Tzu’ não tem medo de expor bizarrices, sarcasmos, uma bela amizade e muita metalinguagem. E isso é ótimo!

porTiago Bubniak
19 de março de 2019
em Cinema
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Woody Harrelson e Colin Farrell integram o elenco desta comédia de humor inteligente. Imagem: Divulgação.

Woody Harrelson e Colin Farrell integram o elenco desta comédia de humor inteligente. Imagem: Divulgação.

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Logo na tomada e diálogo iniciais, a comédia Sete Psicopatas e um Shih Tzu (2012), do diretor Martin McDonagh, dá pistas de que será um filme falando sobre o próprio cinema. Com o passar dos minutos, isso se confirma na forma de uma deliciosa brincadeira que, em meio ao clima quase sacrossanto de uma amizade profunda, expõe o enfoque sarcástico de clichês de filmes de mafiosos, da violência estilizada e do inferno que é a falta de criatividade para quem depende – e muito! – dela.

O elenco é de primeira, com interpretações idem. O time excelente dá vida a personagens bem delineados. Martin (Colin Farrell) é um roteirista de Hollywood alcoólatra e sem inspiração para escrever um filme sobre… sete psicopatas. Billy (Sam Rockwell), melhor amigo de Martin, é um ator que, desempregado, sequestra cachorros para conseguir recompensas pela entrega dos bichos aos donos. Ele não sente pudores em recorrer ao eufemismo para denominar o que faz de “empréstimo” de cães.

É de bizarrice em bizarrice, de sarcasmo em sarcasmo e da aposta profunda na metalinguagem que Sete Psicopatas e um Shih Tzu vai construindo a base sólida de sua coleção de qualidades.

Hans (Christopher Walken) é o picareta que comanda o “empréstimo” de cães e coloca o dinheiro que consegue com esse “ofício” à disposição da esposa que está hospitalizada, com câncer. Woody Harrelson, por sua vez, interpreta o bandido que tem seu cãozinho raptado e faz de tudo para resgatá-lo.

Dessa miscelânea de ideias nascem diálogos espirituosos do tipo: “os espanhóis têm as touradas; os franceses, o queijo; e os irlandeses, o alcoolismo”. “E os americanos, têm o quê?” “Tolerância”. Uma piada que faz referências tanto ao irlandês Farrell quanto ao próprio McDonagh, que nasceu na Inglaterra, mas tem pais irlandeses.

O sarcasmo escorre da tela – e o contexto dirá por que – na frase “psicopatas ficam cansativos depois de certo tempo”. Há espaço para situações esdrúxulas como aquela na qual o personagem de Walken passou a duvidar da vida após a morte depois de consumir um cacto alucinógeno no deserto.

É de bizarrice em bizarrice, de sarcasmo em sarcasmo e da aposta profunda na metalinguagem que Sete Psicopatas e um Shih Tzu vai construindo a base sólida de sua coleção de qualidades. É um exemplo daquelas comédias que não necessariamente arrancam gargalhadas estupendas, mas provocam risos discretos, tão típicos do humor inteligente.

É possível ver um trânsito constante entre a “realidade” e a ficção dentro do filme, bem como relações com o real fora da tela. O roteirista com bloqueio criativo interpretado por Colin Farrell tem o mesmo nome do diretor e roteirista do filme. E o personagem de Farrell tem relação com o ator: além do “probleminha” com a bebida, ambos são irlandeses. Em uma entrevista, Farrell declarou “ter bebido todos os dias por dezoito anos de sua vida”.

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Tags: Christopher WalkenCinemaColin FarrellCríticaCrítica CinematográficaCrítica de CinemaMartin McDonaghResenhaReviewSam RockwellSete Psicopatas e um Shih TzuWoody Harrelson

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