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‘Minhas Mães e Meu Pai’ discute o conceito de família

Há oito anos, 'Minhas mães e meu pai' trazia Annette Bening e Julianne Moore como um casal de lésbicas que tem de lidar com seus filhos adolescentes.

porPaulo Camargo
27 de junho de 2019
em Cinema
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'Minhas Mães e Meu Pai' discute o conceito de família

Imagem: Divulgação.

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A comédia dramática norte-americana Minhas Mães e Meu Pai, de Lisa Cholodenko (diretora do intrigante Laurel Canyon – A Rua das Tentações), como o título em português do filme já anuncia, fala sobre um modelo alternativo de família e hoje, oito anos após seu lançamento, parece mais atual e pertinente do que nunca, ainda que tenha lá seus aspectos problemáticos.

Annette Bening (de Beleza Americana) e Julianne Moore (Para Sempre, Alice), duas das melhores atrizes da atualidade, vivem, respectivamente, Nic e Jules. Juntas há quase 20 anos, o casal de lésbicas cria dois filhos. Os adolescentes Joni (Mia Wasikowska, estrela de Alice no País das Maravilhas, de Tim Burton) e Laser (Josh Hutcherson, da franquia Jogos Vorazes) foram concebidos por meio de inseminação artificial, com a “colaboração” de um doador anônimo.

Quando Joni, filha biológica de Nic, completa 18 anos, ela cede aos apelos do irmão, gerado por Jules, que deseja descobrir quem é o pai, mas como é menor de idade, ainda não tem esse direito. É quando entra em cena Paul (o ótimo Mark Ruffalo, de Spotlight), um simpático dono de restaurante, muito sedutor, que, ao invés de fugir quando é procurado pelos filhos que nem sabia ter, resolve encarar a parada. Diz “adorar lésbicas” e termina por conquistar o afeto de Joni e Laser.

A despeito desses aspecto, o filme é dramaticamente potente, equilibrando-se com desenvoltura entre a comédia e o drama, por conta do ótimo roteiro e do afiadíssimo elenco.

A conexão entre os filhos e Paul é tão visível que Nic e Jules ficam incomodadas ao perceber que “o intruso” se relaciona com os adolescentes com maior intimidade e sintonia do que elas. Rola ciúme e medo. Uma combinação perigosa. A diferença é a forma como cada um vai lidar com o surgimento de Paul.

Graças a um roteiro cheio de boas sacadas, que alterna comédia e drama na medida certa, além de presentear os atores com personagens complexos, ótimos diálogos e situações insólitas, Minhas Mães e Meu Pai foi indicado a quatro Oscars: melhor filme, roteiro, atriz (Annette Bening) e ator coadjuvante (Mark Ruffalo).

À época de seu lançamento, Minhas Mães e Meu Pai causou certo desconforto em setores da comunidade LGBTQI+ por, talvez, insinuar que filhos de casais do pessoas do mesmo sexo, no fundo, carreguem em si um vazio, a falta de uma figura paterna ou materna, dependendo do caso. O fato de Paul e Jules, em determinado momento da trama, se envolverem emocionalmente, também não ajudou muito nesse sentido, porque estaria sugerindo que a heteronormatividade é sempre uma possibilidade para gays e lésbicas.

A despeito desses aspecto, o filme é dramaticamente potente, equilibrando-se com desenvoltura entre a comédia e o drama, por conta do ótimo roteiro e do afiadíssimo elenco, com destaque para Annette Bening, brilhante como a ambígua Nic, ao mesmo tempo durona e hipersensível, apaixonada pela cantora folk Joni Michell.

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Tags: Annette BeningCrítica CinematográficaFilm ReviewJulianne MooreLGBTQI+Lisa CholodenkoMark RuffaloMinhas Mães e Meu PaiOscarqueer

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