• Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
Escotilha
Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
Escotilha
Home Literatura

Por mais páginas abertas: uma análise da 15ª Feira Nacional do Livro

Uma análise sobre a leitura e literatura com base na última Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto.

porMarina Aranha
25 de junho de 2015
em Literatura
A A
Por mais páginas abertas: uma análise da 15ª Feira Nacional do Livro

Imagem: Reprodução.

Envie pelo WhatsAppCompartilhe no LinkedInCompartilhe no FacebookCompartilhe no Twitter

Isso daria um livro. E daria um livro tudo o que daria um livro, mas não deu. Não deu, por vários motivos: porque não foi escrito, porque não foi dito, porque não foi construído, porque não houve espaço. Não houve espaço porque viver de literatura não é das tarefas mais fáceis. O retorno financeiro não é alto, a menos que se venda milhões de cópias. Se tornar um best-seller é o árduo, teoricamente rápido, caminho para o sucesso no mundo dos livros.

Eventos como a encerrada décima quinta edição da Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto alteram a rotina do município em favor da cultura. Nem todos os que passam por ali têm, propriamente, o interesse nos livros. Mas os que têm esse interesse, passam por ali. O velho dilema da bolacha, que vende mais porque é fresquinha, ou é fresquinha porque vende mais?

Os olhos da cidade, mesmo que parcialmente, se voltam para o evento, como aconteceria em qualquer outro local e como acontece onde há esse tipo de movimentação. E aí, uma das partes dessa equação, é traduzida pela venda dos exemplares. Pelos livreiros que participam e pelo público que garimpa, ali, as obras que procurava ou pelas quais simpatiza.

É, em geral, nessa hora, que os clássicos de anos saem com rapidez, que os vampiros se tornam protagonistas, que a autoajuda (sem preconceitos!) surge com intensidade, e que os livros que viraram filmes são procurados. Você procura pelos ilustres desconhecidos? Aqueles autores que nunca apareceram no topo da Revista Veja, entre os mais vendidos da Época? O sim é para poucos. Pouquíssimos que se aventuram por uma latente literatura. A local, quem sabe.

Você procura pelos ilustres desconhecidos? Aqueles autores que nunca apareceram no topo da Revista Veja, entre os mais vendidos da Época?

Uma iniciativa louvável da Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto deste ano foi estabelecer, como em todas as edições, um espaço dedicado aos autores locais da cidade, com a venda de livros e a exposição das produções realizadas pelos próprios moradores do município. Funciona assim, também, nas outras cidades onde acontecem eventos semelhantes. E, quatro parágrafos depois, lhes revelo o quanto esse fomento à escrita oculta é fundamental para o incentivo à cultura literária.

Pesquisas recentes – e recorrentes – apontam o minguado hábito de leitura do brasileiro, que, mesmo em dados diferentes em razão das condições dos levantamentos, não se interessa pela leitura a grosso modo (Leia aqui matéria de Anna Carolina Azevedo “A cultura como produto”). O Instituto Pró-Livro (IPL) divulgou seu último Retrato da Leitura no Brasil em 2012, a partir de levantamento solicitado ao IBOPE. O resultado foi que o brasileiro lê quatro livros por ano e completa a leitura de apenas dois deles nesse período.

Difícil se tornar um best-seller em um cenário desses. Difícil tirar a literatura local do anonimato e dá-la alcance. Difícil imaginar as consequências a um país formado por cidadãos que possuem grande lacuna na educação – fruto, sim, da falha em políticas públicas direcionadas à formação intelectual de seus habitantes.

Este texto talvez seja uma ode à literatura involuntariamente enclausurada. Ode às iniciativas, públicas ou privadas, em favor da cultura literária, aos autores que desbravam blockbusters de papel. É uma despedida da feira do livro, com a certeza da necessidade imprescindível de iniciativas que democratizem e incentivem a leitura. A formação de novos leitores. A popularização das páginas escritas à mão, depois digitadas (e digitalizadas, quem sabe?), porque “isso daria um livro”.

Um manifesto por mais páginas abertas. Por mais textos em telas que descem, descem e descem, até o último ponto final. O que espero que o leitor tenha feito até aqui.

ESCOTILHA PRECISA DE AJUDA

Que tal apoiar a Escotilha? Assine nosso financiamento coletivo. Você pode contribuir a partir de R$ 15,00 mensais. Se preferir, pode enviar uma contribuição avulsa por PIX. A chave é pix@escotilha.com.br. Toda contribuição, grande ou pequena, potencializa e ajuda a manter nosso jornalismo.

CLIQUE AQUI E APOIE

Tags: autores locaisFeira Nacional do Livro de Ribeirão Pretoincentivo à leituraleituraLiteratura

VEJA TAMBÉM

Novas obras da autora neozelandesa começam a ganhar corpo no Brasil. Imagem: Alexander Turnbull Library / Divulgação / Montagem: Escotilha.
Entrevistas

Katherine Mansfield no Brasil; agora, por inteiro

9 de abril de 2026
Autora conversou com exclusividade com nossa reportagem. Imagem: Sebastián Freire / Divulgação.
Entrevistas

Mariana Enriquez: “Minha primeira impressão do mundo foi sob um regime autoritário muito feroz”

25 de março de 2026
Please login to join discussion

FIQUE POR DENTRO

'Apopcalipse Segundo Baby' foi produzido ao longo de dezoito anos. Imagem: Dilúvio Produções / Divulgação.

‘Apopcalipse Segundo Baby’ ilumina a jornada musical e espiritual de Baby do Brasil – É Tudo Verdade

17 de abril de 2026
Documentário sobre David Bowie abriu a edição 2026 do É Tudo Verdade. Imagem: ARTE / Divulgação.

‘Bowie: O Ato Final’ aponta para a genialidade do artista em seus momentos finais – É Tudo Verdade

15 de abril de 2026
Registro de 'Piracema', do Grupo Corpo. Imagem: Humberto Araújo / Divulgação.

Crítica: ‘Piracema’ e o Corpo que insiste no movimento – Festival de Curitiba

14 de abril de 2026
Malu Galli em 'Mulher em Fuga'. Imagem: Annelize Tozetto / Divulgação.

Crítica: ‘Mulher em Fuga’ é encontro de Malu Galli e Édouard Louis em cena – Festival de Curitiba

13 de abril de 2026
Instagram Twitter Facebook YouTube TikTok
Escotilha

  • Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
  • Agenda
  • Artes Visuais
  • Colunas
  • Cinema
  • Entrevistas
  • Literatura
  • Crônicas
  • Música
  • Teatro
  • Política
  • Reportagem
  • Televisão

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.

Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Sobre a Escotilha
  • Contato

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.