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A verdade teatral da vida

porBernard Freire
1 de setembro de 2017
em Teatro
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A verdade teatral da vida

Os Últimos Dias da Humanidade, Karl Kraus. Foto: Reprodução.

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Visualizamos uma mera perfeição de mundo. Mudamos rota, criamos sentidos e seguimos o pensamento presente na realidade se apropriando das criações existentes pelo homem. A sabedoria sustenta um raciocínio que se prevalece diante de um conhecimento hierárquico que abarca todos os modos e costumes que fazem o sistema crescer e ampliar a sabedoria existente para o bem-estar da humanidade. É “antropomórfica”, é o pensamento humano sendo valorizado.

O homem cria, realiza uma ideia, movimenta um pensamento diante de uma verdade criada que resolve (evolui) a geração e natureza humana. Diante de um mundo observamos o desenho criado por Deus sem nenhuma falha, cada parte pequena complementa um ser que ocupa o espaço dessa vida. Sua realidade garante a existência que sentimos ao acordar quando o sol desperta a claridade das coisas numa verdade viva que nos garante o oxigênio que emana em nosso cérebro. A natureza é desprovida de erros, mesmo sabendo que o erro da natureza é a causa de uma outra existência que empurra o mundo para o futuro que observamos passar de acordo com o tempo criado pelo homem, que desenvolve o conhecimento baseado numa verdade dita por outros homens.

A linguagem identifica a direção para outra área que desenvolve o conhecimento humano, conectado a rede de descobertas e verdades existentes.

Construímos o universo por meio de metáforas; opiniões que divagam num pensamento que busca definir uma verdade. A sobrevivência em meio às leis direcionam a produção de conhecimento e resolve a problematização de alguns erros cometidos pelo homem. É a invenção de uma peça que faz o homem voar para outro lugar movimentando o mundo em busca da progressão desejada.

O diálogo estrutura um conceito, sustenta uma ideia, movimenta um caminho para novas descobertas. A linguagem identifica a direção para outra área que desenvolve o conhecimento humano, conectado a rede de descobertas e verdades existentes. A linguagem acompanha a ciência que age em cima do pensamento com novos/outros olhares. Parte da imaginação humana que é a ferramenta principal capaz de projetar ideias, sentidos, imagens e a identificação das coisas observadas, ela é o principio da verdade.

A criação das coisas busca outras possibilidades de aperfeiçoamento, uma compreensão de mundo que explode em determinados lugares. A criação nem sempre garante a sobrevivência, estamos afastados de outros olhares que compõem a presença dos seres que constróem as identificações. O sistema encobre verdades de um mundo escondido. Estamos apagados, a arte resgata, mostra o invisível, salva a vida perdida em meio ao caos embrulhado num globo terrestre. A geografia amplia e reduz a ideia, mente sobre verdades esquecidas. O homem segue a massa articulada pelo padrão, todos se movimentam diante da presença verdadeira que define a vida como ela é. Acreditamos, estamos ligados à ideia única da verdade de sobrevivência.

O que nos incomoda? Que invisibilidade é essa salva pela arte? O padrão destaca um princípio, os artistas se organizam para manter uma ideia diferenciadamente do padrão; somos um coletivo que nasce da arte de sobreviver em meio a verdades do pensamento humano. A arte se encontra em lugares inusitados explodindo o saber, é o intelecto rebuscado sem cobranças e fora de linha, é a contrapartida do rebanho, da linha que percorre num rizoma existencial da natureza de mundo. É um espetáculo visto invisivelmente da realidade dos fatos.

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Tags: ArteCriaçãohumanidadelinguagemmentiramundonaturezapensamentoTeatroVerdade

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