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Home Teatro

‘Coração’: espetáculo do Grupo Obragem de Teatro se divide em duas peças distintas

porMarianna Holtz
8 de maio de 2018
em Teatro
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A peça Coração, da Companhia de Teatro Obragem (Curitiba), estreou na quinta-feira, 19, no teatro-sede da companhia. O espetáculo, dirigido por Olga Nenevê, é dividido em dois: cada um com elenco, enredo e propostas de encenação distintas.

No primeiro, intitulado “Coração“, Greice Barros faz uma encenação solo sobre um anjo que questiona a respeito do ser humano e sua essência. Este parece muito mais preocupado em comunicar através da forma e dos recursos cênicos. O segundo tem um formato mais realista e o enredo é também mais linear: um garoto chamado Valentim (Olga Nenevê) e sua avó (Eduardo Giacomini) partem em busca do pai, apresentando ao longo da jornada diferentes elementos do mundo adulto para o garoto. Esta segunda parte é intitulada “O Céu de Valentim”.

Em “Coração“, o figurino (de Paulo Vinícius) é muito bonito e coerente, a sonoplastia (de Vadeco Schettini) é sutil e lógica. O cenário (de Eduardo Giacomini) é simples e se resume a pedras que são realocadas constantemente. Como objeto de cena, para além das pedras, merece destaque a criação visual feita através do uso da luz refletida em um pequeno cubo de espelhos. A luz (de Lucas Amado) é bem feita, mas por vezes tem mudanças demais, o que junto a interpretação, soa preocupada demais com a forma e desatenta a essência.

O Céu de Valentim cria uma linguagem simples que pode ser acessada por crianças e adultos.

No segundo ato, os figurinos (de Giacomini) seguem a mesma paleta e também são bonitos e coerentes. A sonoplastia (novamente de Schettini) mantém uma linearidade que une os dois atos, o mesmo faz a direção ao usar os objetos de cena (no primeiro ato as pedras e no segundo as bagagens) como cenário sem excessos ou desperdícios. A iluminação neste ato é mais sutil. Na transição das cenas é utilizada de maneira poética projeções, que aparecem também ao longo do segundo ato.

No entanto, a construção da personagem da avó (Giacomini) é bastante confusa, em especial vocalmente e não é possível perceber com clareza se a personagem é uma mulher ou um homem.

A produção fez uma parceria com os Centros Acadêmicos dos cursos de Arquitetura e Urbanismo e de Teatro da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, em que os estudantes que apresentassem a carteirinha do curso pagariam meia da meia entrada.

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Tags: Centro AcadêmicoCoraçãoCrítica TeatralCuritibaEduardo GiacominiestudantesGrupo Obragem de TeatroOlga NenevêPaulo ViníciusTeatroTeatro Curitibanoteatro paranaense

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