• Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
Escotilha
Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
Escotilha
Home Teatro

Crítica hoje, para quê?

porHelena Carnieri
7 de novembro de 2017
em Teatro
A A
Crítica teatral, para quê?

Ilustração: Reprodução.

Envie pelo WhatsAppCompartilhe no LinkedInCompartilhe no FacebookCompartilhe no Twitter

Aproveito a oportunidade de uma conversa sobre crítica para a qual fui convidada pela Faculdade de Artes do Paraná (FAP/Unespar) para refletir um pouco sobre o que me trouxe a essa seara.

Sobre o assunto já foi dito muita coisa, em especial que hoje em dia trata-se de oferecer um olhar sobre os espetáculos e performances, [highlight color=”yellow”]jamais ditar o bom e o ruim[/highlight], dar estrelinhas ou tentar influenciar a ida ao teatro para este ou aquele título em cartaz.

A complexidade envolvida num métier tão subjetivo me levou a escrever uma crônica, que vai a seguir.

**

Vou falar bem baixinho pra ninguém ouvir. Escrevo críticas. É, de teatro, sabe?

Quem me deu esse direito? Ninguém.

Quem inventou que é um direito…um lugar de alto saber?

[box type=”note” align=”alignright” class=”” width=”350px”]

Leia também
» E a crítica, o que é?

[/box]

Sinceramente, não sei o que me fez começar e muito menos por que continuar. Muito menos. Não acho que alguém sonhe quando criança ser “crítico de teatro”.

Simplesmente começa com um impulso, talvez pelo veneno da leitura de outras críticas, e aquilo te faz escrever e pensar enquanto escreve. [highlight color=”yellow”]Nota mental: é importante pensar antes de escrever.[/highlight] Pelo menos um pouco. Mas não tem como pensar tudo, na verdade a maior parte das ideias está nos dedos, elas vêm durante a escrita.

Nem sempre são ideias sistematizadas, podem ser pensamentos, em geral perguntas.

No meu caso, foi um arrasto, um caso de oportunidade ligada à experiência prazerosa de acompanhar espetáculos e escrever a respeito, não sem a oportunidade de publicar o resultado. Um texto engavetado desanima.

Porém, por muito tempo fiz isso com receio, quem me dá esse direito?

E o que escrevo…está certo?

Aos poucos se percebe que não existe um certo. Apesar das críticas da crítica, de todo o não me toque que existe no mundo da intelectualidade, das regras tácitas, ou seja, não formalmente expressas.

A história da crítica vem contaminar o próprio termo – falando de uma função no mundo da arte que hoje é questionada.

Percebo que, ao escrever sobre artes cênicas, atendi a uma necessidade pessoal pelo ato de escrever.

Outros preferem escrita performativa e trazem a arte para a escrita. Um fenômeno que acaba por estimular o quê? A própria escrita e, espera-se, a leitura. [highlight color=”yellow”]Quando não houver mais leitura, pra que escrita?[/highlight] Talvez quem precisa escrever continue mesmo assim.

Atitudes que fazem falta na minha escrita: ler mais, muito mais. Conhecer mais, conversar mais, procurar mais palavras no dicionário e incorporá-las.

Quando você lê, aprende e expande até mesmo suas…palavras. Incrível isso, não?

Percebo que, ao escrever sobre artes cênicas, atendi a uma necessidade pessoal pelo ato de escrever, não necessariamente porque eu tivesse ou tenha algo a dizer sobre os espetáculos. Acabo me obrigando a pensar, estudar, buscar um mestrado na área para ter, enfim, pelo menos alguma consistência.

Não por acaso, procurei esse estudo na área de Literatura e outras linguagens, um campo híbrido sem um radicalismo teórico ou performático. Um meio-termo, uma lady.

**

Dificuldades: pobreza discursiva. Posicionamento ideológico. Quando ele transparece na cena, a ética muito à frente da estética, minha fruição cai quase a zero.

Tags: Artes CênicasCrítica TeatralPerformanceTeatro

VEJA TAMBÉM

Espetáculo celebra 25 anos da companhia curitibana. Imagem: Ethel Braga / Divulgação.
Teatro

‘História’ traz memória como campo de batalha

12 de junho de 2026
Milla Fernandez é autora e estrela em 'TIP
 (Antes que me Queimem Eu Mesma me Atiro no Fogo)'. Imagem: Divulgação.
Teatro

‘TIP’: retrato vivo de uma atriz em chamas

8 de junho de 2026
Please login to join discussion

FIQUE POR DENTRO

Chiwetel Ejiofor em 'Backrooms: Um Não-Lugar'. Imagem: A24 / Divulgação.

‘Backrooms: Um Não-Lugar’ explora a solidão da geração Z em terror inovador

28 de julho de 2026

Como a Copa do Mundo de 2026 reacendeu a saudade da televisão

24 de julho de 2026
'Uma Infância Alemã', filme de Fatih Akin. Imagem: Rialto Film / Divulgação.

‘Uma Infância Alemã’ investiga como o fascismo se instala no cotidiano

24 de julho de 2026
Matt Damon é Ulisses em 'A Odisseia'. Imagem: Universal Pictures / Divulgação.

‘A Odisseia’ aproxima Homero de nós

23 de julho de 2026
Instagram Twitter Facebook YouTube TikTok
Escotilha

  • Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
  • Agenda
  • Artes Visuais
  • Colunas
  • Cinema
  • Entrevistas
  • Literatura
  • Crônicas
  • Música
  • Teatro
  • Política
  • Reportagem
  • Televisão

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.

Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Sobre a Escotilha
  • Contato

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.