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Home Teatro

Oscar Wilde e ‘A Importância de Ser Prudente’

porLeticia Queiroz
22 de outubro de 2018
em Teatro
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O mês de outubro marca o nascimento de Oscar Wilde. Intelectual, escritor, poeta e dramaturgo britânico, Wilde ficou popularmente conhecido por suas obras e sua personalidade, extremamente marcantes. Escreveu peças teatrais, poemas e lançou também contos e novelas, além de vários projetos que também foram parar no cinema.

Em 1891, lançou seu único romance, O Retrato de Dorian Grey, que ficou mundialmente conhecido. Entre os filmes mais recentes que se baseiam em suas obras estão O Gigante Egoísta (2013); Wilde Salomé (2011); A importância de ser prudente (2002) e Um marido ideal (1999).

Apesar da fama pelo sucesso de O Retrato de Dorian Grey, foi como dramaturgo que Oscar Wilde conquistou êxito, especialmente com as comédias Uma mulher sem importância, Um marido ideal e A importância de ser prudente.

Considerada como uma obra-prima do teatro mundial, A importância de ser prudente, que também já foi traduzida como A importância de ser honesto, é uma peça teatral do irlandês, escrita no fim de 1894. De fácil leitura, a peça, que em sua versão pocket contempla 136 páginas, assinala a construção da realidade vitoriana (1837-1901).

Sob o título original (The Importance Of Being Earnest: A Trivial Comedy For Serious People), a dramaturgia revela a história de um grupo de pessoas que mantém disfarces e apresenta nomes fictícios como forma de escapar de uma realidade em que as aparências parecem ter maior prestígio do que a verdade. A partir de um personagem que adota como seu pseudônimo “Prudente”, uma série de desencontros misturados dá tom ao enredo.

A comédia do dramaturgo remonta à realidade da sociedade da época, que se destaca através das entrelinhas e ao longo do desenvolvimento da construção cênica.

Apresentado em três atos cênicos, os personagens (John Worthing, Jack; Algernon Moncrieff; Reverendo Chasuble; Merriman; Lane; Lady Bracknell; Gwedolen Fairfax; Cecily Cardew; Srta. Prism) são dispostos na dramaturgia com personalidades igualmente engraçadas e, por inúmeras vezes, controversas em seu segmento ético e moral.

A comédia do dramaturgo remonta a realidade da sociedade da época, que se destaca através das entrelinhas e ao longo do desenvolvimento da construção cênica. Como, por exemplo, o desejo e pressão do casamento para as jovens da época. Os personagens também fazem parte de um grupo que parece distinguir-se um pouco da alta sociedade inglesa.

A ideia dos personagens usarem pseudônimos para poderem se libertar das normas sociais da época, e as confusões que os mesmos entram, reflete uma crítica ao modelo de conservadorismo, de costumes sociais e culturais do período. Porém, sua posição ocupa uma configuração cômica e inteligente. A obra, em geral, apresenta diálogos ricos entre os personagens, com frases edificantes.

Além das questões empregadas de seu tempo, a peça, que lança luz a uma critica social da época, revela também uma história marcada por drama, filosofia, ironias, espiritualidade e romances. Apesar de ser qualificada como uma crítica social da época em que foi escrita, A Importância de Ser Prudente demonstra uma atualidade expressiva, visto que retrata questões puramente atuais, como a construção de uma “máscara social”, coberta de disfarces.

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Tags: A importância de ser prudentedramaturgiaO Retrato de Dorian GrayOscar Wildepeça teatralResenhaTeatro

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