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C6 Fest – Desvendando o lineup: Horsegirl

Em pouco mais de cinco anos, Horsegirl transformou o underground estadunidense em caso de atenção global, encontrando sua própria voz entre gerações. Escotilha te apresenta o grupo que se apresenta no C6 Fest.

porAlejandro Mercado
13 de março de 2026
em Música
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Show transitará entre o ruído do primeiro disco e a polidez do segundo. Imagem: YouTube / Reprodução.

Show transitará entre o ruído do primeiro disco e a polidez do segundo. Imagem: YouTube / Reprodução.

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Quando em 2019 a Horsegirl lançou “Forecast”, sua primeira música oficial, algo chamou a atenção. Acontece que a leitura mais imediata daquele trio de jovens garotas de Chicago era muito óbvia. Com uma sonoridade que ecoava Sonic Youth, Pavement, Yo La Tengo, Stereolab e The Raincoats, seria muito fácil encaixotá-las naquela categoria (um tanto machista, diga-se de passagem) de promessas simpáticas do rock. Quase nada dessa leitura superficial por vim se tornou realidade no caso do grupo, que se apresenta pela primeira vez no Brasil no próximo C6 Fest.

Para alegria coletiva, a banda sobreviveu àquele fascínio inicial e mostrou que grupos com boas influências podem, sim, serem autênticos. Nora Cheng, Penelope Lowenstein e Gigi Reece vêm da cena DIY da cidade estadunidense. Até chegarem a palcos mais expressivos, foram um trio que rodou os bares locais, formando público ao demonstrarem consistência musical e muita sinergia entre elas. O sopro do destino chegou com o contrato assinado com a Matador Records, icônico selo independente, casa dos primeiros discos de Superchunk, Teenage Fanclub, Pavement e Liz Phair.

Versions of Modern Performance, primeiro registro da Horsegirl, veio no ano seguinte, produzido por John Agnello, nome responsável por trabalhos de Dinosaur Jr., Bruce Springsteen e The Breeders, considerado um mago do universo indie. Todo esse pano de fundo gerou uma grande expectativa em torno do disco, que acabou bem recebido pela crítica especializada. Veículos como a Pitchfork viram nele uma espécie de travessia por diferentes décadas do rock independente. Canções como “Billy” e “Anti-glory” davam o tom do que as artistas queriam imprimir em sua sonoridade: uma mescla de indie rock, noise pop e pós-punk com uma pitada do amadorismo típico das bandas dos anos 1990.

Nova York e novo álbum

Há na essência daquele primeiro trabalho um clima de excitação juvenil que combinou com as composições – não se pode tirar de vista que eram musicistas entre 18 e 20 anos de idade. E como é propício da faixa etária, elas precisavam arriscar. Foi assim que partiram para Nova York estudar na NYU e, ao contrário das previsões, esse deslocamento geográfico não as afastou, pelo contrário.

A prova é Phonetics On and On, novo LP lançado pelo trio em fevereiro do ano passado, mais uma vez pela Matador. Mas dessa vez coube a Cate Le Bon a produção do álbum, gravado no The Loft, em Chicago, estúdio da banda Wilco, com quem Cate havia trabalhado no mais recente EP do grupo. O resultado foi um registro mais polido, com menos sobreposições de guitarras. Nas palavras da banda, era preciso deixar a música respirar.

Uma banda pouco afeita a se apoiar em uma caricatura de “guardiãs do indie” e mais disposta a se abrir ao novo, inclusive às incertezas da vida adulta.

Em entrevistas dadas após o lançamento de Phonetics On and On, elas deixaram mais clara as escolhas para o novo trabalho. “Nós queríamos trabalhar o espaço e o vazio da mesma forma lúdica com que usávamos o barulho na adolescência”, explicaram à Beats Per Minute. Não há como negar que o resultado veio: um álbum menos ansioso por impressionar e mais disposto a construir atmosferas sonoras. A esse movimento Stevie Chick, crítico do The Guardian, chamou de “obra-prima minimalista do indiepop”, afinal de contas, a escrita do trio também retornou mais enxuta e afiada.

É esse amadurecimento gerado pela entrada em definitivo na vida adulta que a Horsegirl trará aos palcos do C6 Fest. Uma banda pouco afeita a se apoiar em uma caricatura de “guardiãs do indie” e mais disposta a se abrir ao novo, inclusive às incertezas da vida adulta. Elas chegam deixando para trás o rótulo de revelação para mostrar que, nos palcos da América do Sul, são capazes de serem certeza, realização. Ao fim do show, haverá muitas histórias para se contar, curioso desde já para saber quais serão as delas.

—

O C6 Fest de 2026 acontece entre os dias 21 e 24 de março, no Parque Ibirapuera. Edição deste ano conta com Robert Plant, The xx, Matt Berninger e nova geração indie e jazz nos palcos. Escotilha estará na cobertura e, nos próximos dias, apresentará os artistas, dando um panorama do que o público brasileiro deve esperar dos shows.

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Tags: C6 FestHorsegirlMúsica

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