• Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
Escotilha
Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
Escotilha
Home Música

O saudosismo de Durand Jones

porLucas Paraizo
3 de novembro de 2016
em Música
A A
Durand Jones

Primeiro registro do jovem cantor de soul Durand Jones remete ao passado da melhor forma possível. Foto: Divulgação.

Envie pelo WhatsAppCompartilhe no LinkedInCompartilhe no FacebookCompartilhe no Twitter

A música soul e o blues são estilos que remetem a um saudosismo. Boa parte da black music, na verdade, remete a uma nostalgia dos anos 50, 60 e 70, do jazz ao r&b. Mesmo quando contemporâneas, bebem de uma fonte inesgotável de referências de décadas passadas, que correm nas veias de norte-americanos que cresceram com a música, parte de uma cultura que está em todos os cantos, da subversão ao coral da igreja.

Mais do que beber dessas fontes presentes na sua formação, Durand Jones é um músico que parece estar fora do seu tempo. Uma das novas sensações da Colemine Records, pequena gravadora de Ohio especializada em funk e soul, o rapaz de Louisiana parece saído diretamente de uma estante com discos de vinil de Otis Redding, Solomon Burke e Charles Bradley. O autointitulado álbum de Durand Jones & The Indications é quase uma aberração temporal, gravado ao vivo no estúdio, todos os instrumentos de uma vez só ao lado da voz de Jones, em sessões de horas e horas de música da banda comandada pela dupla Aaron Frazer e Blake Rhein.

Mais do que beber dessas fontes presentes na sua formação, Durand Jones é um músico que parece estar fora do seu tempo.

A música do grupo é uma viagem a um tempo em que o soul nascia, era gravado e apresentado assim, com toda a energia de vocais fortes, saxofone e trompetes. Cria uma diferença, por exemplo, em relação a outro jovem artista que chamou a atenção no ano passado com um estilo parecido: Leon Bridges. Embora de uma nova safra de cantores, Durand Jones soa muito como a velha guarda, especialmente nas baladas que dão um charme enorme ao primeiro registro de estúdio da banda. “Can’t Keep My Cool”, “Giving Up” e “Is it Any Wonder” nem parecem canções de um estreante, têm belas melodias e um poder vocal de Jones que vai do grave ao agudo com a segurança de quem está tocando para dez pessoas em um café.

As letras de Jones são típicas da música soul, com histórias de amor e uma pegada social e política. Nesta linha, “Make a Change”, faixa que abre o disco, vai muito no que prega o último disco de Charles Bradley – referência muito presente nas canções aqui – sobre mudanças para o mundo e sociedade. Traz na bagagem, embora não explícito, todo um contexto racial muito delicado nos Estados Unidos atualmente que, historicamente, tem na música uma espécie de escapismo e momento cultural próprio.

Com pouco mais de meia hora de muita música instrumental e belos vocais, o trabalho inicial de Durand Jones & The Indications é soul da melhor qualidade, com cara saudosista e ar renovado em pleno 2016. É também um bom exemplo de música nem tão original assim, mas que cumpre o seu papel de homenagem saudosista aos clássicos com muito sucesso.

Escute a “Durand Jones & The Indications” na íntegra no Spotify

fb-post-cta

Tags: Aaron FrazerBlake RheinCharles BradleyColemine RecordsCrítica MusicalDurand JonesDurand Jones & The IndicationsMúsicamúsica internacionalOtis Reddingsoulsoul music

VEJA TAMBÉM

Da esquerda para a direita: Cameron Winter, Max Bassin, Dominic DiGesu, Emily Green. Imagem: Jeremy Liebman / Reprodução.
Música

Geese transforma exaustão em movimento em ‘Getting Killed’

22 de dezembro de 2025
Imagem: Divulgação.
Música

‘Sharon Van Etten & The Attachment Theory’ abre uma nova fresta emocional em meio ao caos

15 de dezembro de 2025
Please login to join discussion

FIQUE POR DENTRO

O apresentador Guilherme Rivaroli. Imagem: RIC TV / Reprodução.

Por que os telejornais deveriam ser mais curtos?

13 de janeiro de 2026
Steve Martin no auge de sua carreira. Imagem: A24 / Divulgação.

‘Steve! (martin)’ revela a carreira genial e errante do grande humorista

26 de dezembro de 2025
Irregular, 'Adultos' se sai bem quando se leva menos a sério. Imagem: FX Network / Divulgação.

‘Adultos’ observa a GenZ com humor irregular

24 de dezembro de 2025
Néstor Cantillana e Antonia Zegers comandam a trama de 'O Castigo'. Imagem: Leyenda Films / Divulgação.

‘O Castigo’ transforma a maternidade em um território de culpa e silêncio

23 de dezembro de 2025
Instagram Twitter Facebook YouTube TikTok
Escotilha

  • Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
  • Agenda
  • Artes Visuais
  • Colunas
  • Cinema
  • Entrevistas
  • Literatura
  • Crônicas
  • Música
  • Teatro
  • Política
  • Reportagem
  • Televisão

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.

Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Sobre a Escotilha
  • Contato

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.