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‘O Mestre’ é um filme desgraçado – e bom

Retrato desencantado dos Estados Unidos do pós-Guerra, 'O Mestre', de Paul Thomas Anderson, é, em certa medida, um antifilme.

porPaulo Camargo
25 de janeiro de 2013
em Cinema
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O Mestre - Paul Thomas Anderson

Joaquin Phoenix está brilhante como o atormentado protagonista de O Mestre. Imagem: Reprodução.

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O filme O Mestre, novo longa-metragem do ousado diretor Paul Thomas Anderson (de Sangue Negro), é desaconselhável para quem vai ao cinema em busca de diversão. O diretor de Magnólia leva avante sua missão de retratar o avesso do sonho norte-americano, matéria-prima de grande parte da produção hollywoodiana.

A narrativa é errática, imprecisa e parece perder o rumo em vários momentos. Essa impressão é enganosa. Apenas reproduz os tortuosos caminhos mentais trilhados por seu protagonista, Freddie Quell (Joaquin Phoenix), um sujeito que após sair da Marinha, logo depois do término da Segunda Guerra Mundial, se vê sem qualquer rumo ou objetivo de vida, e acaba caindo em uma série de armadilhas que ele mesmo trata de criar para si mesmo.

Alcoólatra e avesso a qualquer atividade que envolva disciplina, Freddie encontra abrigo no seio de uma seita que começa a nascer por obra e graça de Lancaster Dodd (Philip Seymour Hoffman), médico, filósofo e charlatão manipulador de corações e mentes, criador do que ele chama de “A Causa”. Anderson, a título de curiosidade, teria se inspirado na história da Igreja da Cientologia, que tem os atores Tom Cruise e John Travolta como seguidores, para criar o seu roteiro.

Anderson agride o espectador, frustrando suas expectativas o tempo todo, lhe negando qualquer elemento que possibilite identificação, empatia.

O encontro entre Quell e Dodd é explosivo. Enquanto o ex-marinheiro e agora fotógrafo vê no mestre uma espécie de figura paterna carismática, ausente em sua história de vida, o líder místico enxerga no rapaz uma cobaia sob medida para seus jogos mentais, cuja devoção o inebria, alimentando seu ego desmedido.

Retrato desencantado dos Estados Unidos do pós-Guerra, passado no início dos anos 1950, O Mestre é, em certa medida, um antifilme. Anderson agride o espectador, frustrando suas expectativas o tempo todo, lhe negando qualquer elemento que possibilite identificação, empatia. É uma obra sobre seres desgraçados e é dessa coragem de não querer agradar que tira sua grande força.

Planos espetaculares, a genial trilha sonora dissonante de Jonny Greenwood (da banda Radiohead), impecável reconstituição de época e as sensacionais atuações, todas indicadas ao Oscar, de Phoenix, Hoffman e Amy Adams, que vive o papel da ardilosa e ambígua Peggy, mulher de Dodd, fazem de O Mestre um dos filmes mais corajosos e menos divertidos da temporada.

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Tags: CinemaCrítica CinematográficaJoaquin PhoenixO MestreOscarPaul Thomas AndersonPhilip Seymour HoffmanResenha

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