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Crítica: ‘Paterno’ discute a crise do patriarcado num Brasil em transformação – Olhar de Cinema

Exibido em competição no Olhar de Cinema, o longa-metragem 'Paterno', de Marcelo Lordello, traz Marco Ricca no papel de um homem perdido na dobra entre duas gerações.

porPaulo Camargo
8 de junho de 2022
em Cinema
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'Paterno' discute a crise do patriarcado num Brasil em transformação

Marco Ricca, excelente, vive, em 'Paterno', o papel do arquiteto Sérgio, um homem em crise. Imagem: Divulgação.

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A masculinidade atravessa uma de suas crises mais severas nesta terceira década do século 21. Talvez porque o patriarcado, embora siga ditando regras mundo afora, e cometendo suas barbaridades, hoje se confronta com o fortalecimento dos feminismos e com a busca por outras masculinidades possíveis, mais matizadas e menos hegemônicas, falocráticas.

Nesse cenário, a discussão da paternidade, do que é ser pai, e filho, na contemporaneidade, passa, inevitavelmente, por uma revisão desses papéis.

Exibido na mostra competitiva da 11ª edição do festival Olhar de Cinema, o longa-metragem Paterno, do cineasta brasiliense-pernambucano Marcelo Lordello (de Vigias e Eles Voltam), é, de certa maneira, exemplar nesse sentido. Ao mesmo tempo universal e profundamente brasileiro.

No centro da trama, muito bem construída, está o arquiteto Sérgio (Marco Ricca, excelente), ao mesmo tempo filho e pai. No auge do que se costuma chamar no capitalismo de “idade produtiva”, na casa dos 50 anos, o personagem é hoje quem dá as cartas na empresa de sua família, envolvida num intrincado processo de incorporação imobiliária de uma área popular no bairro de Brasília Teimosa, em Recife. Sim, o filme perpassa a discussão da luta de classes.

Ao mesmo tempo em que o personagem representa todo um legado empresarial e, é claro, político, herdado do pai, hoje idoso e morimbundo (estamos diante aqui de uma metáfora tchekoviana sobre a decadente ordem social oligárquica), o personagem tenta ser uma referência para o filho adolescente, “quase homem” (Gustavo Patriota).

No centro da trama, muito bem construída, está o arquiteto Sérgio (Marco Ricca, excelente), ao mesmo tempo filho e pai.

Em uma dobra entre duas gerações, a do pai, com todas as suas certezas de poder empedernidas, e a do filho, fluida, bem menos monolítica, Sérgio é a encarnação da crise masculina. O personagem se percebe desconectado de si e desse mundo em transformação.

Se por um lado, ele tem certeza de que não há mais espaço para o que veio antes, que está morrendo com seu pai, Sérgio não encontra em si força, e valores genuínos, que o possibilitem uma conexão sólida, verdadeira, com o futuro que ele enxerga no filho.

Ao mesmo tempo tradicional e progressista, arcaica em seus valores que datam de um Brasil colonial, e ousada, em sua busca pela vanguarda, pelo contemporâneo, Recife se torna o cenário perfeito para esse embate identitário que se deflagra no protagonista de Paterno, no qual há visíveis ecos de filmes como O Som ao Redor e Aquarius, de Kléber Mendonça Filho, e O Invasor, de Beto Brant. Filmão.

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Tags: 11º Olhar de CinemaCinemaCinema Brasileirocrise da masculinidadeCrítica Cinematográficaespeculação imobiliáriaFilm ReviewGilberto PatriotaMarcelo LordelloMarco RiccaOlhar de CinemaPaternopatriarcadoRecifeResenha

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