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Home Literatura

‘Um Ano Sobre o Altiplano’: mais que o pó da Primeira Guerra Mundial

Publicado pela editora Mundaréu, 'Um Ano Sobre o Altiplano', do italiano Emilio Lussu, choca ao fazer do leitor um soldado no front.

porJonatan Silva
26 de fevereiro de 2016
em Literatura
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'Um Ano Sobre o Altiplano', do italiano Emilio Lussu

Imagem: Reprodução.

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Enquanto a Segunda Guerra Mundial (1939 – 1945) se transformou em um verdadeiro arroz de festa na ficção histórica ou nas narrativas bélicas, a primeira grande guerra (1914 – 1918) ficou esquecida – tanto como conflito armado quanto como elemento literário. Um dos poucos livros a tratar dos dias de batalha foi Um Ano Sobre o Altiplano (Mundaréu, 206 págs.), de Emilio Lussu (1890 – 1975), publicado originalmente na Itália em 1938, e que chegou com muitos anos de atraso no Brasil.

Visto por muitos historiadores como o relato inicial do povo italiano sobre a Primeira Guerra Mundial, o livro é um dos poucos a explorar o nonsense nas trincheiras e a loucura provocada pelos dias passados sob fogo cruzado. Um Ano Sobre o Altiplano narra os eventos acontecidos entre 1916 e 1917 e que, segundo Lussu, não são ficção mas suas próprias memórias. “O leitor não encontrará nesse livro nem romance nem história. São só recordações pessoais reordenadas da melhor forma possível”, adverte o autor – que, à época, nem sonhava com o surgimento da autoficção.

Ainda que tenha participado ativamente como soldado, Emilio Lussu, ao melhor modo de Cervantes (1547 – 1616), construiu seu livro – entre a realidade e a literatura – sobre (e sob) o peso dos escombros do tempo que passou na guerra. As decisões dos altos escalões, a obediência servil dos homens no front e a objetividade de quem vivenciou in loco todo o caos são a matéria-prima que transformou Um Ano Sobre o Altiplano em um clássico – ao menos em seu país.

‘O leitor não encontrará nesse livro nem romance nem história. São só recordações pessoais reordenadas da melhor forma possível’, adverte o autor.

Guerra pessoal

Lussu foi comparado a Hemingway (1899 – 1961) e seu Adeus às Armas (1929), por produzir um relato tão pungente sobre algo tão complexo. Enquanto o ficcionista norte-americano retratou sua participação com um tom mais distante (se comparado a Lussu, é claro) e mais fixado à literatura em seu estado puro, o italiano transformou a Primeira Guerra em seu conflito pessoal, criando uma prosa que se aproxima e choca o leitor.

É como se fosse possível ouvir as rajadas de balas. Lussu não nos dá apenas o pó da guerra, nos coloca no front, faz o leitor lutar com e por ele. Não existe glamour, é verdade, mas também não há cortinas atrás das quais é possível se esconder.

UM ANO SOBRE O ALTIPLANO | Emilio Lussu

Editora: Mundaréu;
Tradução: Ugo Giorgetti;
Tamanho: 208 págs.;
Lançamento: Novembro, 2014.

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Tags: Book ReviewCrítica LiteráriaEmilio LussuFicção italianaLiteraturaMundaréuPrimeira guerra mundialResenhaUm ano sobre o altiplano

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