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‘Amores de Machado de Assis’: a vida do romancista nos palcos curitibanos

porLeticia Queiroz
2 de julho de 2018
em Teatro
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A Companhia Letras Cênicas, de Ponta Grossa, abriu a temporada de apresentações de Amores de Machado de Assis no Miniauditório do Teatro Guaíra, no último dia 14, onde ficou até ontem. O espetáculo é uma peça solo e retrata a vida, morte e amores de Machado de Assis, considerado como um dos maiores nomes da literatura nacional.

A Letras Cênicas surgiu, em 2012, com uma proposta inicial de ser um grupo focado em leituras dramáticas. A partir de 2013, o grupo inicia uma série de processos e pesquisas em torno de comédias medievais, de onde surge o primeiro espetáculo do grupo, com a montagem de Doutor Eufrásio.

Amores de Machado de Assis é um monólogo, com direção de Bya Paixão e texto de Carlos Alexandre de Andrade. Com dois objetos cênicos – um lampião e uma cadeira -, em conjunto com jogos de luz e som, o ator que encena o espetáculo solo narra alguns fragmentos da vida e, principalmente, dos amores do escritor.

O ator que interpreta Machado de Assis no espetáculo, Carlos Alexandre, relatou, na última sexta-feira (22), que a semana de estreia no Teatro Guaíra marcou a trajetória da peça, que já percorreu inúmeras cidades. Pela primeira vez apresentando Amores de Machado de Assis em Curitiba, Carlos falou ainda sobre a importância e protagonismo da peça na história da Companhia Letras Cênicas.

Com dois objetos cênicos – um lampião e uma cadeira -, em conjunto com jogos de luz e som, o ator que encena o espetáculo solo narra alguns fragmentos da vida e, principalmente, dos amores do escritor.

“Esse espetáculo é um divisor de águas. Tem um Letras Cênicas antes e um depois do Amores de Machado de Assis. Estreamos em 2016, em Jaguariaíva/PR, e a gente não tinha a mínima noção do que ia acontecer. O espetáculo chegou a ir para um festival internacional, onde jurávamos que só íamos passear, porque tinham companhias muito grandes e muito fortes, e a gente venceu nesse festival. As pessoas até hoje nos parabenizam por esse trabalho, mas ainda ficamos surpresos, é um espaço novo para a gente”, relatou.

Carlos contou, ainda, que a estética de Amores de Machado de Assis, assim como a dramaturgia e montagem cênica, contribuíram para uma experiência que ele já buscava em cena.

“Tivemos outros espetáculos que fizeram parte do Letras Cênicas, e eu nunca me adequava direito a algumas estéticas que trabalhávamos, e esse espetáculo foi o lugar que eu queria chegar. Eu queria fazer uma dramaturgia negra e queria ter um personagem no qual eu me identificasse de alguma forma, e aí, com a ajuda da Bya (Diretora) e do nosso Conselheiro Artístico, a gente chegou nesse trabalho. Em quatro meses, a gente leu mais de 4.500 páginas de Machado de Assis, entre cartas e obras”.

Segundo ele, a atmosfera da dramaturgia e o teor político atual do espetáculo garantiram o resultado de um trabalho que demonstra um esforço expressivo nas pesquisas e também demonstra a essência da companhia. Para Carlos, as reações da crítica e do público já vieram de inúmeras formas. Uma delas, ele lembra com entusiasmo. “Em uma apresentação, logo no início do espetáculo, só a minha silhueta aparece, e a hora que apareceu isso na cena alguém na plateia soltou – é o homem mesmo, hein!”.

Bya Paixão, diretora do espetáculo, relatou que Amores de Machado de Assis é seu primeiro trabalho com direção. Ela contou que colaborou nos processos iniciais de pesquisa em torno da montagem cênica. “Começamos a montar uma linha do tempo, e a partir disso fomos formando a dramaturgia. Na verdade, durante os processos de ensaio, comecei a dirigir meio que de forma instintiva, pois entendíamos que quem fosse dirigir precisava estar ciente também da pesquisa, e acabou funcionando”.

Segundo a diretora, a semana de estreia no Guaíra teve uma boa repercussão. Além dessa produção, o Letras Cênicas também está trabalhando em uma peça que já estreou, intitulada Desencantos. O texto é do próprio Machado de Assis, mas segundo informações da companhia, o projeto se configura como um agradecimento e uma homenagem aos 110 anos da eternidade do escritor.

O histórico do grupo ainda é marcado por outros trabalhos, como Cidade dos Anjos, O Pior Circo do Mundo e Os Marinheiros, além de outras produções. Amores de Machado de Assis já recebeu inúmeros prêmios, como o de melhor iluminação no Festival de Toledo, em 2016; melhor ator no Festival de Osório-RS, em 2016; melhor iluminação e trilha sonora no 17º Festival Internacional de Rosário do Sul-RS; melhor espetáculo no 44º FENATA em Ponta Grossa, entre outras premiações e categorias.

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Tags: Amores de Machado de AssisBya PaixãoCrítica Teatralletras cênicasMachado de AssismonólogopesquisaResenhasoloTeatroteatro paranaense

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