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Home Teatro

‘Cantando Vírgulas’: a incapacidade de amar e a solidão

porLeticia Queiroz
25 de junho de 2018
em Teatro
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A Inominável Companhia de Teatro iniciou a temporada de apresentações de Cantando Vírgulas no Teatro Cleon Jacques, em Curitiba. A estreia ocorreu no último dia (7). As sessões acontecem de quinta a domingo, até primeiro de julho. O espetáculo é realizado através do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura – Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba e tem entrada gratuita.

Cinco atores encenam a peça, na qual narram, através de perspectivas poéticas, a condição humana em diversas frentes, principalmente a da solidão. O primeiro ato é a representação de uma orquestra, que se configura em uma imagem quase caótica de vários locais. Momentos depois, cada ator(a) inicia a expressão e encenação de seu personagem, e em alguns momentos todos se unem em uma expressão sonora única. O desenvolvimento da montagem cênica é caracterizado pelos atos e expressões em torno da “Peste”, que ao longo da dramaturgia se revela como sendo a falta do amor e da empatia. Tudo gira em torno dessa “peste”, como, por exemplo, o medo da “peste”, a filha da “peste”, a solidão e o aprisionamento que a peste provoca. A atualidade do espetáculo se demonstra através da metáfora de “peste”, trabalhada no próprio espetáculo, na forma de uma individualidade acentuada e da falta de uma empatia recorrente.

Com texto de Ali Freyer e direção de Lilyan de Souza, o espetáculo tem pesquisas e inspirações em diversas obras literárias, como as tragédias gregas, mitos gregos e clássicos como O Banquete, de Platão, entre outros. Cantando Vírgulas também é marcado por uma musicalidade expressiva de um coro sonoro, formado em vários atos durante o espetáculo.

Com texto de Ali Freyer e direção de Lilyan de Souza, o espetáculo tem pesquisas e inspirações em diversas obras literárias, como as tragédias gregas, mitos gregos e clássicos como O Banquete, de Platão, entre outros.

As sonoridades, expressão corporal, em conjunto com outros elementos cênicos, como a iluminação, contribuem para um espetáculo que conta alguns segmentos e fragmentos da vida, de seres solitários. A cenografia de Cantando Vírgulas são objetos móveis, o que traz uma mobilidade interessante ao longo da dramaturgia. A peça fala também sobre medos, amores, silêncios e sobre a solidão humana.

Após o espetáculo o grupo realiza uma roda de conversa com a plateia, na qual responde dúvidas e comenta sobre a montagem do espetáculo, desde os ensaios até a estreia. Segundo o grupo, a dramaturgia foi construída e norteada também por algumas perguntas, que fizeram parte da montagem e construção cênica, como: Que marcas o amor deixou?; Quais são as suas pestes?.

No penúltimo domingo (17), o elenco relatou, durante o bate-papo com o público, que o processo de criação e desenvolvimento foi sendo construído de forma colaborativa, durante os ensaios. Dessa forma, o elenco pode também compartilhar de algumas particularidades pessoais na elaboração e preparação do espetáculo. O grupo relatou que demais obras e recortes, além das leituras clássicas, também colaboraram para o grande exercício de pesquisa e aprofundamento do grupo, como a obra A guerra não tem rosto de mulher, de Svetlana Aleksiévitch.

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Tags: Ali Freyercantando virgulasCrítica Teatraldramaturgiaeventos gratuitosInominável Companhia de TeatroLilyan de SouzaResenhaTeatroTeatro Curitibano

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