• Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
Escotilha
Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
Escotilha
Home Teatro

‘Coreografia estudo #1’: um novo olhar para o Centro

porHelena Carnieri
1 de agosto de 2017
em Teatro
A A
Envie pelo WhatsAppCompartilhe no LinkedInCompartilhe no FacebookCompartilhe no Twitter

A face mais popular e democrática das artes cênicas certamente é a rua. Por isso foi louvável a escolha de Coreografia estudo # 1 como abertura da Mostra Novos Repertórios, que termina nesta quarta-feira (2). A peça levou a pesquisa em dança contemporânea para o coração de Curitiba.

Os quatro bailarinos, vestidos em branco e preto, utilizam o palco natural da praça Santos Andrade (cuja escadaria serve de arquibancada com frequência à arte urbana). Mais que isso, mesclam suas passadas ritmadas e firmes às curvas do calçamento em petit-pavé alusivo aos pinheirais. Ali marcham em círculos, retas e padrões cada vez mais complexos, misturando-se aos passantes que atravessam a performance inadvertidos – alguns com vergonha, outros xingando alguém da audiência.

O impacto da obra é amplificado em caixas de som com trilha experimental como a dança, formada por ruídos, sustos, dissonâncias.

As diferentes séries criadas pela coreógrafa Michelle Moura parecem intermináveis em sua repetição. E isso é muito bom. Talvez bem cansativo para os performers. Para o público, elas permitem o tempo de se sentar, sintonizar, aproveitar e depois voar longe.

É muito difícil hoje em dia olhar a cidade, já que não só temos compromissos que nos chamam a algum lugar ininterruptamente, mas também estamos em constante pânico de estarmos sendo seguidos ou observados por meliantes, mal encarados, estelionatários ou simples assaltantes. Urge fugir.

Somos lembrados dessa decadência pela presença de policiais militares a cavalo, que acabam parecendo figurantes com o passar do tempo.

Por isso é bom ser espectador da cidade com um motivo tão bom, uma interferência artística na paisagem que destoa e ao mesmo tempo cai muito bem naquele lugar.

O impacto da obra é amplificado em caixas de som com trilha experimental como a dança, formada por ruídos, sustos, dissonâncias.

Os bailarinos circulam pequeno e grande, para longe e para perto, de repente batem em fuga e depois executam retornos ao palco. Voamos também para dentro e fora da arte presente ali.

Michelle Moura tem sido constante nos últimos anos como ousada proponente de movimentos, a exemplo de seu recente Fole, em que leva a pesquisa sobre a respiração na dança a assustadores limites.

Outros 11 espetáculos compuseram esta 10ª edição da Mostra Novos Repertórios, que se descolou do Festival de Curitiba neste ano e com isso acabou ganhando mais espaço. Para os próximos anos, vamos torcer para que esse encontro retorne e amplie ainda mais o leque de linguagens e companhias convidadas.

link para a página do facebook do portal de jornalismo cultural a escotilha

Tags: Coreografia estudo # 1DançaMichelle MouraMostra Novos RepertóriosPerformanceTeatroTeatro Curitibanoteatro de rua

VEJA TAMBÉM

Kauê Persona vive Paulo Leminski. Imagem: Zuca Alvino / Divulgação.
Teatro

Kauê Persona encontra Leminski pela palavra em ‘Línguas de Dragões’

9 de setembro de 2026
Espetáculo celebra 25 anos da companhia curitibana. Imagem: Ethel Braga / Divulgação.
Teatro

‘História’ traz memória como campo de batalha

12 de junho de 2026
Please login to join discussion

FIQUE POR DENTRO

O escritor Alexandre Vidal Porto. Imagem: Alexia Fidalgo / Divulgação.

Alexandre Vidal Porto investiga os vestígios do amor em ‘Só Depois Entenderei’

10 de setembro de 2026
Kauê Persona vive Paulo Leminski. Imagem: Zuca Alvino / Divulgação.

Kauê Persona encontra Leminski pela palavra em ‘Línguas de Dragões’

9 de setembro de 2026
Nova série da Globoplay já foi renovada para uma segunda temporada. Imagem: Conspiração Filmes / Divulgação.

‘Emergência 53’ encontra nas ruas um retrato de um Brasil que precisa ser cuidado

4 de setembro de 2026
O escritor Paulo Camargo. Imagem: Willian Zuclinski / Divulgação.

‘Alguém que Vi de Passagem’: o primeiro amor em tempos de reabertura política

1 de setembro de 2026
Instagram Twitter Facebook YouTube TikTok
Escotilha

  • Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
  • Agenda
  • Artes Visuais
  • Colunas
  • Cinema
  • Entrevistas
  • Literatura
  • Crônicas
  • Música
  • Teatro
  • Política
  • Reportagem
  • Televisão

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.

Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Sobre a Escotilha
  • Contato

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.