• Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
Escotilha
Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
Escotilha
Home Literatura

‘Crimes’: uma narrativa sobre a banalidade do mal

Livro de estreia de Ferdinand von Schirach, 'Crimes' é um prato cheio para quem gosta de literatura policial.

porJonatan Silva
29 de junho de 2018
em Literatura
A A
'Crimes': uma narrativa sobre a banalidade do mal

Imagem: Reprodução.

Envie pelo WhatsAppCompartilhe no LinkedInCompartilhe no FacebookCompartilhe no Twitter

Basta abrir qualquer jornal popular – online ou impresso – para se deparar com uma infinidade de crimes bárbaros, bizarros ou simplesmente impossíveis de entender. A curiosidade mórbida faz parte da natureza humana. Crimes, o livro de estreia do advogado berlinense Ferdinand von Schirach, é um prato cheio para quem se interessa pelos fatos inusitados que rondam assassinatos de gente comum na capital alemã. Os 11 textos que formam o volume são inclassificáveis, tamanha a ousadia do autor em recontar muitos dos casos que defendeu.

Do marido que mata a mulher porque ela não o deixava em paz à reação agressiva de um homem pacato à violência de dois supostos neonazistas, Schirach enreda o leitor em papel manchado de sangue – sem qualquer dose de sensacionalismo. A banalidade do mal está em cada uma das páginas escritas pelo jurista, o que ajuda quebrar a fronteira entre o real e o ficcional.

Schirach enreda o leitor em papel manchado de sangue – sem qualquer dose de sensacionalismo.

Há quase 25 anos trabalhando como advogado criminalista, o autor é um ás da retórica jurídica – o que faz da sua narrativa, por vezes, intrincada ou um pouco artificial. Ao menos, não há juridiquês. No cômputo geral, entretanto, o saldo é positivo.

Crime choca. E não é pela crueza descritiva dos relatos, mas pela fúria capaz de tirar um homem de prumo. Muitos dos contos – vamos chamá-los assim – dariam um bom filme de suspense. É impossível passar incólume à sensação de ojeriza de tudo e de todos. A realidade é mais estranha que a ficção.

O tom novelesco – que bem poderia ter saído dos textos terríveis de Sidney Sheldon ou Danielle Steel, não fossem ambos de qualidade literária risível – demonstra que o absurdo é, sim, mais comum do que se pensa. Os críticos que o compararam a Kafka, claro, exageraram. O checo e o alemão são parecidos apenas na profissão – de resto, o que há é um abismo.

Por outro lado, espanta a qualidade com a qual Ferdinand defende seus clientes. A frieza, que é necessária nesse labor, é sobreposta pela técnica de conduzir o réu para fora da cadeia. Nesse sentido, Crimes é uma obra que chama à reflexão. Não é um livro a ser devorado, mas degustado passo a passo. Quem lê rápido perde muito do que o autor tem a dizer.

É inevitável a comparação entre a justiça alemã e o cenário caótico do judiciário brasileiro. Obviamente, os defendidos por Schirach não são pessoas “do povo”, porém, o que os salva das grades não é o jogo de poder e sim a habilidade com a qual um advogado faz o serviço.

CRIMES | Ferdinand von Schirach

Editora: Record;
Tradução: Roberto Rodrigues;
Tamanho: 176 págs.;
Lançamento: Março, 2011.

COMPRE O LIVRO E AJUDE A ESCOTILHA

Tags: Book ReviewcontosCrimesCrítica LiteráriaculpaDanielle SteelFerdinand von SchirachFranz KafkaLiteraturaLiteratura PolicialRecordrelatosResenha de LivrosSidney Sheldon

VEJA TAMBÉM

Novas obras da autora neozelandesa começam a ganhar corpo no Brasil. Imagem: Alexander Turnbull Library / Divulgação / Montagem: Escotilha.
Entrevistas

Katherine Mansfield no Brasil; agora, por inteiro

9 de abril de 2026
Autora conversou com exclusividade com nossa reportagem. Imagem: Sebastián Freire / Divulgação.
Entrevistas

Mariana Enriquez: “Minha primeira impressão do mundo foi sob um regime autoritário muito feroz”

25 de março de 2026
Please login to join discussion

FIQUE POR DENTRO

'Apopcalipse Segundo Baby' foi produzido ao longo de dezoito anos. Imagem: Dilúvio Produções / Divulgação.

‘Apopcalipse Segundo Baby’ ilumina a jornada musical e espiritual de Baby do Brasil – É Tudo Verdade

17 de abril de 2026
Documentário sobre David Bowie abriu a edição 2026 do É Tudo Verdade. Imagem: ARTE / Divulgação.

‘Bowie: O Ato Final’ aponta para a genialidade do artista em seus momentos finais – É Tudo Verdade

15 de abril de 2026
Registro de 'Piracema', do Grupo Corpo. Imagem: Humberto Araújo / Divulgação.

Crítica: ‘Piracema’ e o Corpo que insiste no movimento – Festival de Curitiba

14 de abril de 2026
Malu Galli em 'Mulher em Fuga'. Imagem: Annelize Tozetto / Divulgação.

Crítica: ‘Mulher em Fuga’ é encontro de Malu Galli e Édouard Louis em cena – Festival de Curitiba

13 de abril de 2026
Instagram Twitter Facebook YouTube TikTok
Escotilha

  • Sobre
  • Apoie
  • Política de Privacidade
  • Contato
  • Agenda
  • Artes Visuais
  • Colunas
  • Cinema
  • Entrevistas
  • Literatura
  • Crônicas
  • Música
  • Teatro
  • Política
  • Reportagem
  • Televisão

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.

Sem Resultados
Veja Todos Resultados
  • Reportagem
  • Política
  • Cinema
  • Televisão
  • Literatura
  • Música
  • Teatro
  • Artes Visuais
  • Sobre a Escotilha
  • Contato

© 2015-2023 Escotilha - Cultura, diálogo e informação.